sobre o seguimento de Budapeste, permitindo aos Governos e entidades interessadas acompanhar a evolução do tema e intercambiar experiências sobre a implementação das diretivas emanadas naquela conferência.
Uma linha de ação adotada por alguns países para seguimento da Conferência baseia-se no parágrafo 29 da Agenda de Ação Científica acordada em Budapeste, que prevê a "internacionalização" de instituições a fim de ampliar o escopo da cooperação com o exterior. A França - no caso do Centro de Matemática de Nice -, a Holanda - no que tange ao
Instituto de Educação Hidrológica de Delft -, e o Irã - para o Instituto de Gerenciamento de Recursos Hídrico Urbanos de Teerã -, "internacionalizaram" órgãos nacionais de pesquisa, acrescentando a participação da UNESCO e assim integrando-as no centro de intercâmbio da organização. Além de modificações relativamente simples no aspecto legal, tal mudança baseou-se também na concessão de bolsas a alunos e pesquisadores estrangeiros.
O objetivo da UNESCO é o de ensejar, com o aporte de reflexão específica por parte das autoridades, pesquisadores e institutos de cada país, sejam adotados caminhos semelhantes, enfatizando, por exemplo, a cooperação sul-sul ou norte-sul. Tenciona-se assim proporcionar uma articulação institucional no plano multilateral, agregando dimensão internacional aos centros nacionais e facilitando sua cooperação com entidades e órgãos governamentais no exterior.