O Brasil é membro do Conselho Executivo da
Comissão Oceanográfica Internacional, órgão da UNESCO encarregado de organizar e estimular intercâmbio de informações e cooperação entre os países em relação aos oceanos.
A Comissão organiza programas com vistas a um melhor entendimento e capacidade de previsão de correntes oceânicas, temperatura e salinidade, e fenômenos como o El Niño. A última reunião do Conselho Executivo da COI realizou-se em Paris, na sede da UNESCO, em junho de 2002.
Com mais de 40 anos de existência, o papel do órgão enquanto de ponto focal da ciência dos oceanos, ademais da contribuição à educação científica, são aspectos de importância indiscutível no contexto internacional, como destacou no discurso de abertura do Diretor-Geral da UNESCO, Koïchiro Matsuura.
Examinou-se, nesse encontro, o seguimento da
Estratégia Global Integrada de Observação (IGOS), compreendendo a observação da terra, dos oceanos e do clima, mediante a articulação entre o
Sistema Global de Observação dos Oceanos (GOOS) e do
Sistema Global de Observação do Clima (GCOS). Nesse particular, foi abordada também a observação dos oceanos através de bóias, por meio do programa ARGO, que prevê o lançamento de 3000 bóias que ficarão submersas à deriva e que, em dados intervalos de tempo, sobem à superfície medindo a temperatura e a salinidade da camada superior de 2000 metros do oceano, transmitindo os dados posteriormente por satélite.
Foram também avaliados o programa sobre mapas do oceanos (GEBCO), assim como discutidas conseqüências de lançamento de CO2 nos oceanos. Mencione-se também debates para estabelecimento de novo programa visando intercâmbio de dados em áreas costeiras.
Os órgãos brasileiros que acompanham os trabalhos da COI são o Comando da Marinha do Ministério da Defesa e o Ministério da Ciência e Tecnologia.