2018-2028 - Década Internacional para Ação, Água para o Desenvolvimento Sustentável

© UNESCO/Dom João

Desenvolvimento sustentável e gestão integrada dos recursos hídricos para implementar o ODS 6 por meio da perspectiva de prevenção de conflitos. 

Precisamos de água segura, limpa e disponível para ter uma vida decente. No entanto, 844 hoje, milhões de pessoas hoje carecem desse elemento básico para viver dignamente. 

Precisamos de saneamento básico para uma boa saúde e bem-estar. Porém, mais de um quarto da população mundial não tem acesso a instalações sanitárias básicas. 

Quando há escassez de água e saneamento básico, todos nós sofremos porque somos forçados a comprometer nossa saúde e dignidade humana. No entanto, a desproporção do sofrimento das mulheres é ainda maior, pois elas também se encontram expostas à violência sexual. 

A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a década 2018-2028 como a Décadas Internacional para Ação, Água para o Desenvolvimento Sustentável, que começa no Dia Mundial da Água, em 22 de março de 2018, e termina no Dia Mundial da Água, em 22 de março de 2028. 

O Projeto de Resolução da ONU enfatiza que o desenvolvimento sustentável e a gestão integrada dos recursos hídricos são cruciais para alcançar os objetivos sociais, econômicos e ambientais. O documento destaca a importância da implementação de tais programas e projetos, assim como da promoção de parcerias e do envolvimento de diversas partes interessadas para se cumprir a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com foco na implementação do ODS 6 de “assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”. 

A escassez da água – exacerbada pela mudança climática e por desastres relacionados à água – pode causar tensões que podem se tornar conflitos violentos entre pessoas, comunidades e países. O ODS 6 também é importante para prevenir conflitos e manter a paz. 

Como o presidente da 72ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, Miroslav Lajčák faz a seguinte declaração sobre a implementação da década 2018-2018: “Devemos implementar o ODS 6 por meio da perspectiva da prevenção de conflitos. Quando bacias e córregos secam, as tensões se inflamam – entre comunidades e através das fronteiras. Precisamos estudar os bons exemplos que temos visto sobre gestão compartilhada de recursos hídricos – e replicá-los em outros contextos. Também precisamos investir em ‘hidrodiplomacia’ e em mediações relacionadas à água. Esforços maiores para implementar o ODS 6 terão impactos diretos na paz nacional, regional e até internacional”. 

Lajčák também destacou em seu discurso que “precisamos mais do que a ação dos governos para atingir o ODS 6. O fortalecimento das infraestruturas e sistemas hídricos custam muito. E precisamos de muito mais desse dinheiro, e de fontes diversas. Também precisamos criar ambientes nos quais a inovação e o empreendedorismo possam prosperar. Isso irá demandar o envolvimento de muitos parceiros: o Sistema das Nações Unidas, a sociedade civil, o setor privado, as instituições financeiras e as autoridades nacionais e locais […] Portanto, se observarmos para onde estamos caminhando, quero dizer que: depende de nós – pessoas que têm acesso garantido à água e ao saneamento – trabalhar ainda mais em nome daqueles que não podem ter esse acesso”.

 

 

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