09.12.2015 - UNESCO Office in Brasilia

Artistas buscam tratamento igualitário, diz Gilberto Gil, músico e embaixador da boa vontade da UNESCO

A mensagem especial foi enviada por Gilberto Gil, músico, ex-ministro da Cultura do Brasil e embaixador da boa vontade da UNESCO, em apoio à Convenção de 2005 e ao novo relatório intitulado “Re | Shaping Cultural Policies: A Decade Promoting the Diversity of Cultural expressions for Development” (Re-formulando Políticas Culturais: uma década promovendo diversidade de expressões culturais para o desenvolvimento).

Um novo relatório global que monitora o progresso e os desafios na implementação da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, de 2005, agora ratificada por 141 Estados, será lançado às 10h do dia 16 de dezembro de 2015.

O evento de lançamento ocorrerá durante o 9º Comitê Intergovernamental da Convenção, na Sede da UNESCO em Paris, que acontece entre os dias 14 e 16 de dezembro e conta com a presença de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, e convidados importantes, incluindo Karima Bennoune, relatora especial da ONU para a área de direitos culturais; Per Olsson Fridh, secretário de Estado junto ao Ministério da Cultura e da Democracia da Suécia; e Pascal Lamy, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio.

Em sua mensagem, Gilberto Gil afirma que "A adoção da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, em 2005, foi um momento histórico. A comunidade internacional esperava há muito tempo uma Convenção como essa. Pela primeira vez, órgãos governamentais e não governamentais, assim como zeladores culturais da sociedade civil, reuniram-se para elaborar um tratado que afirmasse a vontade política e o comprometimento dos governos em proteger e promover o maior número possível de expressões culturais. Tenho orgulho de ter participado, como ministro da Cultura do Brasil, desse processo único, que buscou incentivar um melhor equilíbrio entre os interesses comerciais e culturais em âmbito mundial. Hoje, emergem novas sociedades criativas, com novos conceitos e linguagens contemporâneas. A revolução digital nos obriga a reinventar a maneira como fazemos praticamente tudo e também a reexaminar os canais instituídos para a criação, a produção, a distribuição, o acesso e a fruição de bens e serviços culturais. Das artes públicas aos distritos criativos e plataformas digitais, o compromisso cívico é estimulado em todos os níveis. Tanto no Norte quanto no Sul, artistas e profissionais da cultura não buscam tratamento especial, mas tratamento igualitário. Com a Convenção, podemos defender os valores de acesso equitativo, abertura e equilíbrio para a próxima década. Esse 10º aniversário é uma oportunidade que não pode ser perdida”. (Fonte: UNESCO Diversity of Cultural Expressions website)

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