02.10.2017 - UNESCO Office in Brasilia

Patrimônio audiovisual irá ajudar a contar a história dos últimos dois séculos

Publicação da UNESCO será lançada em português e expressa a importância de arquivar corretamente documentos audiovisuais para garantir acesso futuro.

Áudios e vídeos em seus diversos formatos contam a história dos últimos quase dois séculos em todo o mundo. No entanto, a salvaguarda e a preservação desses materiais ainda são um desafio. Com o objetivo de contribuir para o debate sobre a melhor forma de preservar arquivos audiovisuais e consequentemente promover o acesso a esses materiais, o Programa Memória do Mundo da UNESCO publicou o livro Arquivística audiovisual: filosofia e princípios. 

A versão em português da publicação será lançada, pela UNESCO no Brasil, no dia 03/10/2017, durante o I Seminário O Programa Memória do Mundo da UNESCO e o Patrimônio Documental Brasileiro, que acontece na Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (ECI/UFMG), no Campus da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), nos dias 03 e 04/10/2017. A publicação será distribuída no evento e, após o lançamento, estará também disponível para download no site da UNESCO no Brasil. O lançamento acontece no âmbito das celebrações do Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual, celebrado em 27/10.

O coordenador de Comunicação e Informação da UNESCO no Brasil, Adauto Soares, acredita que “a tradução do livro, Arquivística audiovisual: filosofia e princípios, irá fornecer aos países lusófonos, um guia de boas práticas sobre preservação audiovisual que traz experiências de instituições que detém arquivos de áudio e vídeo em todo o mundo, em busca de formas eficazes de arquivar e fornecer acesso a esses documentos”.

Para o autor do livro, Ray Edmondson, que estará presente no Seminário, a preservação e o futuro acesso dos diversos formatos de arquivos audiovisuais irão ajudar a contar nossa história. Por isso, a arquivística audiovisual é tão importante.  Para ele a preservação deve ter o objetivo de garantir o acesso futuro aos documentos. Edmondson explica que o assunto ainda está em evolução e que a publicação “documenta como está a situação, mais do que inventa ou impõe teorias ou construções por analogia com outras profissões de memória. Procura ser mais descritivo do que prescritivo”.

No prefácio da publicação, o então diretor da UNESCO em Bangkok, Gwang-Jo Kim, chama atenção para o fato de “o volume crescente de documentos audiovisuais e a rápida obsolescência das tecnologias usadas para criá-los colocam enorme desafios para os arquivos e os arquivistas audiovisuais”.

Nesse sentido, Edmondson alerta que “para preservar os acervos e torná-los acessíveis, os arquivos audiovisuais precisam conservar formatos e tecnologia obsoletos, se manter em dia com a nova tecnologia e reter as habilidades relevantes para a operação de ambas. O conteúdo migra para novos formatos para que o acesso seja garantido, mas os suportes mais antigos precisam ser conservados por seus valores de artefato e de informação”.

 

 




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