28.10.2011 - UNESCO Office in Brasilia

Programa Brasil-África: Histórias Cruzadas na 36ª Conferência Geral da UNESCO

© UNESCO

O Representante da UNESCO no Brasil, Vincent Defourny, apresenta o programa Brasil-África: Histórias Cruzadas neste sábado, dia 29 de outubro, na Conferência Geral da Organização, em Paris. O programa foi desenhado para promover a educação das relações étnico-raciais no Brasil.

  • A Conferência Geral, que vai até 11 de novembro, reúne bianualmente representantes de todos os estados-membros da UNESCO, membros associados e observadores para definir as diretrizes de atuação e trabalho da Organização, bem como seu programa e orçamento.

Defourny fala sobre o programa Brasil-África: Histórias Cruzadas no evento que irá debater a “Promoção e a Difusão da História Geral da África” e o “Papel da Diáspora Africana para a Humanidade”, no dia 29/10, entre 10h e 13h. No encontro, além da iniciativa brasileira, serão discutidos tópicos como os desafios do uso pedagógico da Coleção História Geral da África, os resultados da reunião dos especialistas para a construção e uso de materiais educativos nos países africanos (realizada no Zimbábue em setembro) e ações referentes ao Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.

O programa Brasil-África: Histórias Cruzadas visa a promover o reconhecimento da importância da interseção da história da África com a do Brasil, o maior país da diáspora africana, para transformar as relações entre os diversos grupos étnico-raciais que convivem em território brasileiro.

Atualmente, o programa trabalha na produção de materiais pedagógicos sobre a história e cultura africana e afro-brasileira para todos os níveis da Educação Básica, para serem distribuídos a escolas de todo o Brasil, com previsão de lançamento em 2012. O objetivo é apoiar a implementação da Lei 10.639/2003, que prevê o ensino desses conteúdos nas escolas brasileiras. O material irá colaborar com o desenvolvimento de práticas pedagógicas pautadas na promoção do direito à diferença e no respeito à diversidade étnico-racial.
 
Tais materiais são baseados na Coleção da UNESCO História Geral da África, lançada em língua portuguesa no final do ano passado, com o financiamento do Ministério da Educação. Antiga reivindicação do movimento negro no Brasil, a edição em português da obra – fruto de 30 anos de pesquisa e com quase de 10 mil páginas –  foi disponibilizada gratuitamente online e recebeu 360 mil downloads entre dezembro de 2010 e setembro de 2011 no site da UNESCO. Sete mil exemplares impressos foram distribuídos também gratuitamente pelo MEC para bibliotecas públicas e instituições de ensino superior públicas ou sem fins lucrativos de todo o país.

O Brasil:África: Histórias Cruzadas também realiza ações de monitoramento e debates sobre a implementação da Lei 10.639/2003 no Brasil.

“A própria existência da Lei mostra que o país já teve avanços importantes rumo à promoção da igualdade racial nos últimos anos”, afirma o representante da UNESCO no Brasil, Vincent Defourny. Segundo ele, o programa vem somar esforços nessa direção, contribuindo para que o papel da cultura e história africanas na formação da sociedade brasileira seja reconhecido. Com isso, aprimora-se o respeito às diferenças e a luta contra as distintas formas de discriminação. Para ele, esta é uma forma também de promover o crescimento igualitário do país. “O reconhecimento da diversidade cultural é a chave para um desenvolvimento que garanta a todos acesso pleno aos direitos humanos  ”, diz. 




<- Back to: Visão Exclusiva do Conteúdo Dinâmico
Voltar ao topo da página