21.01.2019 - UNESCO Office in Brasilia

Cadeia agroindustrial do leite no Brasil: diagnóstico dos fatores limitantes à competitividade

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em cooperação com a UNESCO no Brasil, publicou este estudo com o objetivo de avaliar os desafios que devem ser enfrentados para que o Brasil ocupe maior espaço na produção e no comércio global de lácteos; além de consolidar dados de produção e competitividade nacional e internacional, dimensionar a diferença de interação entre os elos e padrão tecnológico da cadeia produtiva nacional e internacional e propor políticas públicas e estratégias de negócio coordenadas. O Estudo está estruturado em diversos capítulos que trazem, de forma detalhada, informações relacionadas aos objetivos descritos acima, bem como uma proposta de ações para a cadeia agroindustrial do leite no Brasil, que aponta caminhos para os setores público e privado atuarem em conjunto em prol do futuro da produção brasileira de lácteos.

O agronegócio exerce significativo papel na economia dos países em desenvolvimento, com cadeias produtivas cada vez mais integradas globalmente. O setor leiteiro mundial apresenta números que impressionam: 133 milhões de propriedades mantém 363 milhões de cabeças com aptidão leiteira, ocupando 20% das terras agrícolas do planeta. Mais de 600 milhões de pessoas vivem em propriedades leiteiras. Somente 0,3% das propriedades têm mais de 100 vacas, o que demonstra a importância da atividade para a agricultura familiar e de subsistência. O
leite é o 3º produto agropecuário em produção total e o 1º em valor monetário, fornecendo 5% da energia, 10% da proteína e 9% da gordura consumida em nível global. (Global Dairy Platform, 2017).

O Brasil é o quinto maior produtor de leite do mundo, portanto, a cadeia agroindustrial do leite apresenta grande relevância socioeconômica para país, pois são quase 1,2 milhão de produtores, distribuídos em 99% dos municípios. Porém o baixo nível tecnológico médio, aliado à falta de gestão profissionalizada na maioria das propriedades, leva o setor a alcançar indicadores técnicos aquém de seu potencial.

Autor: André Sorio
Brasília: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, 2018. 167 p.

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