05.10.2009 -

Conferência de países de língua portuguesa encerra Ano Internacional do Planeta Terra

© UNESCO

Evento no Rio conclui atividades nos países de língua portuguesa

Rio de Janeiro, 02/10/2009 – Celebrado pela Organização das Nações Unidas no triênio 2007-2008-2009, o Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT) terá suas atividades encerradas pelos países de língua portuguesa em um evento na Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Rio de Janeiro, nos próximos dias 5 e 6. A Conferência “Geociências nos Países de Língua Portuguesa: de um Passado Comum para um Futuro de Integração” será aberta nesta segunda-feira (5), às 9 horas, com a presença de representantes da ABC, da UNESCO, do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Petrobras, além de eminentes figuras da área geocientífica de Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal.

A Conferência tem o objetivo de apresentar e debater a situação do ensino, a prática e o reconhecimento social e governamental das Ciências da Terra nos países de língua portuguesa. Uma mesa-redonda ao final do encontro avaliará o legado do Ano Internacional do Planeta Terra como base de atuações futuras dentro do seu objetivo maior: demonstrar à sociedade a importância crucial das geociências para o bem estar da sociedade no seu dia-a-dia.

Um dos destaques da programação do evento será a apresentação pela Petrobras da palestra “As Geociências em tempos de Pré-Sal”, no dia 05/10 às 11h, seguida de uma conferência do secretário-executivo do Ano Internacional do Planeta Terra, Eduardo de Mulder. À tarde, serão abordados os temas do ensino das Geociências no Brasil e do ensino de Geociências para Professores de Ensino Médio. A partir de 16h30 será possível acompanhar apresentações sobre a situação das Ciências da Terra em Moçambique e Guiné-Bissau.

O Ano será encerrado oficialmente, em âmbito internacional, em novembro próximo em Lisboa, com um grande evento reunindo representantes dos quase 100 países que se envolveram diretamente nas comemorações. Liderado pela UNESCO e pela União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS), o AIPT foi proclamado em 2005 pela ONU com o apoio unânime de 191 países. Seu principal objetivo é o de incentivar estudos e pesquisas e, principalmente, divulgar junto à sociedade em geral, políticos, governantes, e formadores de opinião, a importância que as Ciências da Terra têm para o bem-estar e a própria sobrevivência da humanidade.

A idéia para essa proclamação, alimentada desde 2000 pela IUGS, baseou-se no fato de que o pouco conhecimento da sociedade mundial sobre a influência das geociências em suas vidas tem contribuído para problemas tais como: o aproveitamento desordenado de vários recursos naturais de nosso planeta, o aumento de fontes poluidoras, a degradação física ambiental, a aceleração das mudanças climáticas e para muitos dos desastres naturais, além da incidência de doenças que poderiam ser evitadas ou minimizadas. A tragédia da grande tsunami no Oceano Índico, em dezembro de 2004, que provocou a morte de mais de 260 mil pessoas, veio reforçar a importância da citada proclamação.

Entre os objetivos gerais do AIPT está o de demonstrar o grande potencial das Ciências da Terra na construção de uma sociedade mais segura, sadia e sustentada, e promover a aplicação desse potencial mais eficientemente em benefício da humanidade. Entre seus objetivos específicos estão a necessidade de redução dos riscos dos desastres naturais (ou induzidos) por meio do conhecimento existente ou adquirido; a redução dos problemas de saúde das populações por meio do entendimento dos aspectos médicos das Ciências da Terra; a inovação na descoberta de recursos naturais, aproveitando-os de maneira sustentada; a construção de edificações mais seguras e a necessidade de planejamento para a expansão urbana ordenada; a determinação de fatores não-humanos nas mudanças climáticas; a inovação do conhecimento sobre a ocorrência de recursos naturais (água subterrânea, depósitos minerais e energéticos); e o incentivo ao conhecimento das condições especiais dos fundos oceânicos relevantes para o entendimento da evolução da vida.

Para melhor direcionar essas atividades, a ONU acatou as recomendações de um grupo de 23 cientistas de vários países e elegeu dez temas prioritários para as atividades do AIPT, levando em conta não só a sua influência direta nas populações como as suas debilidades para as gerações futuras: Água Subterrânea, (Mega) cidades, Clima, Crosta e Núcleo Terrestres, Desastres Naturais, Oceanos, Recursos Naturais (Minerais e Energia), Solos, Terra e Saúde e Terra e Vida.

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