04.02.2013 - UNESCO Office in Brasilia

Diretora-geral visita Mali com o presidente francês, François Hollande

© AFP/POOL/Fred Dufour -Presidente francês Francois Hollande (centro), presidente interino de Mali, Dioncounda Traore (dir), e diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova (esq), visitam arquivos onde documentos foram danificados em Timbuktu.

A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, visitou Mali, no sábado (02 de fevereiro), com o presidente francês, François Hollande, e o presidente interino do Mali, Dioncounda Traoré.

Durante sua visita, a diretora-geral visitou o sítio do Patrimônio Mundial de Timbuktu e o centro de pesquisa Ahmed Baba, que mantêm cerca de 40 mil manuscritos. Em seguida, ela viajou para Bamako com o presidente francês para se encontrar com líderes políticos do Mali.

"Os tesouros de Timbuktu são uma imensa fonte de orgulho para Mali", disse a diretora-geral. "Restaurar esse importante patrimônio cultural dará ao povo de Mali  a força e confiança necessárias para reconstruir a unidade nacional e olhar para o futuro."

Irina Bokova anunciou que em breve enviará ao país uma equipe de especialistas que trabalhará em estreita colaboração com o governo maliense para avaliar os danos causados a este patrimônio e preparar um plano de ação para a sua restauração.

A diretora-geral disse que a UNESCO  mobilizará as competências e os recursos necessários para assegurar que a restauração seja feita de maneira eficaz e duradoura. O projeto inclui, entre outras medidas, a digitalização dos manuscritos de Timbuktu, criando um biblioteca virtual.

As três grandes mesquitas de Timbuktu, Djingareyber, Sankore e Sidi Yahi, e seus 16 túmulos foram inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 1988. Em 2004, foi inscrito o túmulo de Askia em Gao City. Após a destruição de 11 dos mausoléus e das portas de Sidi Yahi em julho de 2012, ambos os sítios foram inscritos na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo.

Durante o conflito, a UNESCO disponibilizou  às forças armadas do Mali, da França e de Chade mapas topográficos e coordenadas dos locais para evitar o bombardeio de seus monumentos.

Em Timbuktu se conservam cerca de 300 mil manuscritos em coleções particulares e públicas. Muitos deles datam dos séculos XIII a XVI e foram produzidos por grandes estudiosos da cidade e de outros lugares ou vieram de mercados antigos do Norte da África, Al Andalus e dos países do leste da região árabe. Estes manuscritos antigos contêm um testemunho único de uma civilização antiga sobre temas como estudos religiosos, matemática, medicina, astronomia, música, poesia, literatura e arquitetura.

 




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