25.11.2014 - UNESCO Office in Brasilia

Dia Internacional para Eliminação da Violência contra as Mulheres

Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional para Eliminação da Violência contra as Mulheres, 25 de novembro de 2014.

Violência contra as mulheres é uma das violações mais comuns dos direitos humanos fundamentais. No mundo de hoje, uma mulher entre 15 e 44 anos de idade está em maior risco de ser vítima de estupro ou violência doméstica do que ser vítima de câncer, acidente de carro, guerra ou malária. Uma em cada três mulheres tem sido vítima de violência, uma em cada três meninas casa-se contra a sua vontade e cerca de 125 milhões de meninas e mulheres foram submetidas a excisão/mutilação genital. Isso é inaceitável.
Violência contra as mulheres é um fenômeno complexo e multifacetado, que abrange a violência econômica, física, sexual e psicológica. Ocorre em todas as sociedades, desenvolvidas e em desenvolvimento, e em todas as classes sociais e tem consequências devastadoras para a sociedade como um todo.

Violência custa vidas, e isso afeta o bem-estar físico e psicológico das mulheres. Cria um ambiente de medo e terror que impede as mulheres de participar plenamente na sociedade e que compromete as perspectivas de desenvolvimento inclusivo e sustentável.

Esses atos de violência não são isolados: eles nutrem-se, muitas vezes, das declarações e das ideias que endossam ou autorizam essa violência. Eles também são alimentados pelo silêncio das sociedades que desejam permanecer cegas à violência que ocorre diariamente por detrás das portas das casas das famílias, o que enfraquece a plena realização dos direitos das crianças, portanto, perpetuando tais práticas.

Não temos o direito de permanecer em silêncio. Este ano, no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, a UNESCO também marca o 25º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança. Em parceria com a Associação Adéquations, a UNESCO está publicando um guia sobre o impacto da violência contra as mulheres e sobre os direitos das crianças e as medidas que devem ser tomadas para combatê-la. Neste dia, reiteramos a nossa determinação para entender as causas fundamentais de tal violência, que estão enraizadas na desigualdade de gênero, e para mobilizar o poder da educação, a fim de ensinar o respeito mútuo e os direitos humanos, como as bases para sociedades mais justas, mais igualitárias, portanto, mais sustentáveis.




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