26.02.2019 - UNESCO Office in Brasilia

Dia Mundial da Língua Materna é celebrado com evento multicultural em Brasília

No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Língua Materna, celebrado anualmente no dia 21 de fevereiro, a Embaixada de Bangladesh no Brasil, em parceria com a Secretaria de Cultura do Distrito Federal e a UNESCO no Brasil, realiza evento multicultural na Biblioteca Nacional de Brasília, nesta quarta-feira (27/02/2019), a partir das 18h30.

A cerimônia de abertura contará com as presenças da Diretora e Representante da UNESCO no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, do Embaixador de Bangladesh, Zulfiqur Rahman, e do Coordenador Residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, e do Secretário de Cultura do Distrito Federal, Adão Cândido. Na sequência, será apresentado um documentário sobre a criação do Dia Internacional. Para encerrar, diversos países realizarão apresentações culturais. Entre os confirmados estão: Bangladesh, Brasil, África do Sul, Argentina, Egito, Espanha, Grécia, Japão, Mali e Rússia.

Em 1999, a Conferência Geral da UNESCO proclamou o dia 21 de fevereiro como o Dia Internacional da Língua Materna. Em 2002, a Assembleia Geral das Nações Unidas endossou a decisão da UNESCO e convidou todos os seus Estados-membros a promoverem a preservação e a proteção das línguas de todos os povos do mundo. A data tem o objetivo de proteger e salvaguardar as línguas faladas em todo o planeta, assim como de promover as diversidades linguística e cultural. Estima-se que existam mais de 7 mil línguas no mundo, sendo que metade delas corre o risco de desaparecer.

“A cultura e a língua de um povo estão intimamente inter-relacionadas.  O fim de uma língua pode significar a perda de um conhecimento vital que poderia ser aproveitado para o progresso da humanidade e para o próprio desenvolvimento sustentável.  É por meio da língua que os conhecimentos, costumes e rituais são passados de geração para geração. Preservar as línguas e garantir a diversidade cultural e o multiculturalismo são fundamentais para a construção de sociedades mais inclusivas e justas”, afirma a Diretora e Representante da UNESCO no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto.

A escolha do dia 21 de fevereiro refere-se à tragédia que ocorreu, em 1952, na cidade de Daca, capital de Bangladesh, quando vários estudantes foram mortos pela polícia durante um protesto pelo reconhecimento da sua língua, o bengalês, como um dos dois idiomas oficiais do então Paquistão. Por isso, esse dia representa o sacrifício do povo bengalês para estabelecer o direito à sua língua materna e foi um dos importantes passos tomados para a obtenção da independência de Bangladesh, em 1971. 

“Nós todos sabemos que a cultura é a mais básica identidade de uma população, e a língua é o veículo mais forte da cultura. Portanto, esse movimento de defesa da língua, de defesa da nossa própria identidade, acabou guiando a autonomia do povo bengalês”, explica o Embaixador de Bangladesh no Brasil, Zulfiqur Rahman.

Em âmbito mundial, esse dia representa o direito às línguas maternas para todos, independentemente de sua nacionalidade ou etnia, por meio do reconhecimento da diversidade linguística como um elemento significativo para a construção de um mundo pacífico e igualitário.

As missões diplomáticas de Bangladesh ao redor do mundo têm organizado a celebração do Dia Internacional da Língua Materna. Em parceria com os governos e com as embaixadas locais, são planejados eventos de dança e de música, que resultam em belíssimas apresentações de diversidade multicultural e riqueza linguística, reforçando a importância da diversidade na formação dos países. 

A UNESCO dispõe de instrumentos normativos internacionais que buscam estimular a valorização e a salvaguarda das línguas maternas. A Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, aprovada durante a Conferência Geral da Organização em 2001, é clara em dizer em seu Artigo 5 que “toda pessoa deve poder expressar-se, criar e difundir suas obras na língua que deseje e, em particular, na sua língua materna”. Já a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, de 2003, reconhece que as expressões orais e os idiomas de um povo são considerados patrimônio cultural imaterial, uma vez que são os veículos para a transmissão cultural entre as gerações. Por meio dessa Convenção, várias línguas e idiomas já foram inscritos na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, na Lista do Patrimônio Cultural Imaterial que Requer Medidas Urgentes de Salvaguarda e no Registro de Boas Práticas de Salvaguarda.

 

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Informações para a Imprensa:

  • Embaixada de Bangladesh

Samia Ronee, samia.ronee(at)mofa.gov.bd

 

  • UNESCO no Brasil

Ana Lúcia Guimarães, a.guimaraes(at)unesco.org, (61)2106-3536 ou (61)99966-3287

Fabiana Pullen, f.sousa(at)unesco.org, (61)2106-3596 ou (61)99848-8971




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