30.10.2012 - UNESCO Office in Brasilia

Seminário internacional em Londres discutirá nova pesquisa sobre favelas do Rio

Pesquisa fornece modelo para auxílio às populações urbanas desfavorecidas do mundo.

Passado um ano dos tumultos em Londres, instituições globais de assistência social e organizações não-governamentais se juntarão a ministros do alto escalão do governo brasileiro para discutir como novas pesquisas feitas pela LSE sobre as favelas do Rio poderiam fornecer um modelo para auxiliar as populações urbanas pobres do mundo.

O seminário, que ocorrerá na LSE na sexta feira, dia 2 de novembro, reunirá Camila Batmanghelidjh, fundadora da Kid’s Company UK; Rogerio Sottili, secretário executivo da Presidência da República do Brasil; Junia Santa Rosa, vice-secretária nacional de habitação do Ministério das Cidades do Brasil; Pilar Alvarez-Laso, diretora-geral assistente para ciências humanas e sociais da UNESCO; professor Craig Calhoun, diretor da LSE; e Luis Erlanger, diretor da Rede Globo de Comunicação. Instituições de assistência internacionais que estarão presentes incluem Save the Children e Anistia Internacional.

Eles se juntarão a acadêmicos de universidades em Londres e no Brasil para discutir a pesquisa feita pela professora Sandra Jovchelovitch, do Instituto de Psicologia Social da LSE, para mapear as causas de exclusão social e identificar métodos para ajudar as pessoas a libertar-se de seu passado. O estudo foi feito por meio de uma parceria entre a LSE, a UNESCO, e as fundações sociais Banco Itaú, Afroreggae e CUFA.

Mais de 20 por cento da população do Rio vivem em favelas, em aglomerados urbanos nas encostas de morros, que por décadas foram assolados por tiroteios entre gangues rivais de tráfico de drogas. Depois de vencer concursos para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o Rio apresentou uma série de projetos de melhorias à cidade, incluindo unidades de polícia pacificadora (UPPs) que começaram a pacificar as gangues de tráfico em muitas áreas e reduziram dramaticamente o crime.

A transformação da vida dos habitantes da favela pela redução da pobreza e da desigualdade, possibilitando que comecem a se sentir integrados ao resto da cidade, é um desafio contínuo encarado principalmente por organizações locais, que foram foco da pesquisa.

O estudo Sociabilidades Subterrâneas foi conduzido em quatro comunidades no Rio, incluindo a Cidade de Deus, cenário do premiado filme de 2002. Os pesquisadores adentraram perigosas áreas, muitas vezes ao som de tiros, para entrevistar mais de 200 residentes da favela assim como líderes de organizações comunitárias, a polícia e outras entidades externas. Eles também analisaram 130 projetos de desenvolvimento social.

Nas palavras da professora Sandra Jovchelovitch: “Essa pesquisa foi reconhecida como um modelo de desenvolvimento social para o Brasil. O que ela pode ensinar a Londres, passado um ano dos tumultos do verão, está aberto a discussão. Também examinaremos como o governo, o setor privado e a mídia no Brasil estão se conectando com setor excluídos da sociedade.”

Ela adiciona: "Nossos dados mostram que a família é central à socialização, mas as organizações locais também o são, funcionando como pais substitutos. A atuação como mentores, oferecendo-lhes fortes exemplos e suporte emocional lado a lado com oportunidades educacionais e de capacitação é o que, no fim das contas, realmente permite que histórias de vida sejam reescritas. Nas favelas, isso pode significar a diferença entre ser traficante de drogas ou ativista – e isso, para muitos, significa a diferença entre a vida e a morte."

NOTAS AOS EDITORES


O seminário ocorrerá na sexta feira dia 2 de novembro de 2012 de 10h às 17h30 na biblioteca Shaw, LSE, Houghton Street, London WC2A 2AE. Há um número limitado de vagas para jornalistas. Para credenciamento de imprensa e mais detalhes sobre o evento, favor enviar e-mail para Jacqueline Crane em j.c.crane@lse.ac.uk


Informação para a imprensa

Assessoria de imprensa da LSE, pressoffice@lse.ac.uk

UNESCO no Brasil:
Ana Lúcia Guimarães, (61) 2106-3536, (61) 9966 3287 ana.guimaraes@unesco.org.br

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Isabel.paula@unesco.org.br

 

 

 






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