24.09.2012 - UNESCO Office in Brasilia

Irina Bokova participa do lançamento da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas na Universidade de Columbia em Nova Iorque

“O maior desafio de nossa geração é o desenvolvimento sustentável,” afirmou Jeffrey Sachs na abertura de seu discurso durante o lançamento da nova Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável, no dia 22 de setembro, na Universidade da Columbia.

O professor Jeffrey Sachs foi indicado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para convocar essa rede mundial com o propósito de mobilizar sociedade civil, empresas e universidades para apoiar e expandir a rede local de soluções de problemas.

“Já contamos com diversas soluções para cultivar o desenvolvimento sustentável. Devemos aumentar seu âmbito além de divulgá-las, para que possam ser adotadas e adaptadas por mais comunidades”.

A diretora-geral da UNESCO participou do debate de abertura juntamente com o vice secretário-geral das Nações Unidas, Jan Eliasson, a conselheira especial sobre planejamento para o desenvolvimento pós-2015, Amina Mohammed, o secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré, e a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, entre outros.
“Não há um plano B porque não existe um planeta B”, afirmou o vice secretário-geral da ONU, Jan Eliasson. "Estamos alcançando os limites do planeta, e essa mensagem foi novamente destacada durante a Conferência Rio +20. Vinte anos depois da primeira conferência no Rio, temos cada vez menos tempo e apenas alcançamos resultados limitados".

Eliasson defendeu a providência de mecanismos de alerta precoce e capacidades mais fortes de gerenciamento de recursos naturais, destacando o papel das novas tecnologias, da educação, do multilateralismo e assim por diante.

A maioria dos participantes concordou que há uma lacuna importante entre o que é entendido pela comunidade científica e o que de fato o público geral sabe sobre as questões de desenvolvimento sustentável. Fatos científicos claros ainda não fazem parte das políticas. Essa lacuna deve ser preenchida com urgência, já que alguns pontos críticos já foram ultrapassados. Amina Mohammed concluiu, afirmando: “há muito conhecimento no mundo – é chegado o tempo de colocar esse conhecimento em prática”.

Irina Bokova lembrou que “enquanto nos concentramos em desafios globais, interdependência e crescimento, por vezes nos esquecemos de que as maiores desigualdades do mundo não estão apenas na África, mas em países emergentes do sul. Eles vivem simultaneamente um crescimento acelerado e situações de enorme desigualdade. Precisamos enfrentar as questões de inclusão social, falta de confiança e intolerância para sustentar qualquer modelo de desenvolvimento. O desenvolvimento sustentável não pode cuidar apenas de novas tecnologias, mas deve também apoiar-se em inclusão social”.

"Vejo uma forte sinergia entre essa Rede de Soluções global e o conselho consultivo de ciências do Secretariado Geral a ser acolhido e conduzido pela UNESCO", continuou Irina Bokova. "Devemos construir uma interface mais forte de políticas para a ciência. Também precisamos apoiar os novatos nesse caminho e encorajar novas iniciativas e soluções concretas que venham a surgir da sociedade civil".

A diretora-geral afirmou que “é também nesse contexto que devemos entender a iniciativa do secretário-geral Educação em Primeiro Lugar e seu terceiro pilar, a cidadania global”. Cidadania inclui consciência ecológica, competências e educação para o desenvolvimento sustentável. "Essa é a melhor maneira de integrar as dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável”.




<- Back to: Visão Exclusiva do Conteúdo Dinâmico
Voltar ao topo da página