10.07.2015 - UNESCO Office in Brasilia

Aprender com experiências bem-sucedidas une Brasil e Reino Unido no Rio

Em um momento de busca por soluções para problemas como geração de oportunidades para jovens e violência em nossas cidades, uma discussão fundamental acontece no Rio de Janeiro, no próximo dia 14 de julho: como tirar o máximo das experiências de desenvolvimento social bem-sucedidas?

Este é o espírito do Diálogo Internacional Brasil-Reino Unido sobre Desenvolvimento Social de Base, que acontece na Universidade Cândido Mendes, no Centro do Rio de Janeiro, das 9h às 17h.

O Diálogo Internacional, uma parceria entre a London School of Economics and Political Science (LSE) e a UNESCO no Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), reúne diferentes vozes do Brasil e do Reino Unido para discutir as lições aprendidas, os dilemas e os desafios das experiências de desenvolvimento social de base - aquelas que nascem na própria comunidade -, como se interconectam e influenciam a sociedade civil e as políticas públicas. 

Na ocasião, será lançada a publicação Desenvolvimento social de base em favelas do Rio de Janeiro: um guia prático, um manual que contém ferramentas, informações e conceitos fundamentados em evidências sobre o modelo de desenvolvimento social encontrado em organizações de base. O Guia está voltado para formadores de opinião, ativistas, especialistas, líderes comunitários, professores, jovens mobilizadores e formuladores de políticas públicas interessados em estratégias bem-sucedidas e abordagens inovadoras, desenvolvidas no Brasil, de trabalho com organizações de base e para a elaboração de políticas públicas. 

O evento baseia-se nas conclusões da pesquisa Sociabilidades Subterrâneas, uma parceria internacional e interinstitucional que estudou a identidade, a cultura e a resiliência das comunidades de favelas do Rio de Janeiro, a partir das ongs AfroReggae e CUFA-Central Única das Favelas. Desde a realização da pesquisa, a partir de 2009, a LSE e a UNESCO no Brasil têm conduzido uma série de eventos internacionais sobre o poder criativo do diálogo entre governo, formuladores de políticas públicas, ativistas, ONGs, pesquisadores e cidadãos marginalizados.

O programa conta com especialistas das duas instituições organizadoras: estarão presentes a Diretora-geral para Ciências Humanas e Sociais da UNESCO, Nada Al-Nashif; a Diretora da Área Programática da UNESCO no Brasil, Marlova Noleto; o professor de Política Social da LSE, Anthony Hall, e a professora de Psicologia Social e Diretora do mestrado em Psicologia Social e Cultural da LSE, Sandra Jovchelovitch. 

 

“Esse é um diálogo que ainda tem muito a nos ensinar”, explica Sandra, destacando que o Brasil e o Reino Unido compartilham experiências riquíssimas de abordagem ascendente (em inglês, bottom-up methodology). A parceria da LSE e UNESCO mapeou essas abordagens nas favelas do Rio de Janeiro e está agora disseminando-as em âmbito global. “Estas soluções que nascem na base, com insumos e conhecimentos da realidade local, são essenciais para produzir políticas públicas efetivas e beneficiar muitas outras comunidades”, continua a diretora da LSE. 

Sociabilidades Subterrâneas

A pesquisa na qual as discussões do Diálogo Internacional estarão baseadas reuniu entrevistas com 204 moradores das comunidades do Cantagalo, Cidade de Deus, Madureira e Vigário Geral, a partir das metodologias das organizações AfroReggae e CUFA. Foram feitas análises de 130 projetos de desenvolvimento social e entrevistas com suas lideranças, além de uma avaliação com especialistas, observadores e parceiros das duas entidades no Rio de Janeiro,  entre eles, a polícia. 

O trabalho, coordenado por Sandra Jovchelovitch e com coautoria da pesquisadora Jaqueline Priego Hernandez, ambas da LSE, revelou as formas de vida social que fazem parte do cotidiano da sociedade brasileira, mas permanecem invisíveis devido a barreiras geográficas, econômicas, simbólicas, comportamentais e culturais. É a partir dessas formas alternativas de integração, socialização e regeneração social, capazes de romper as barreiras da exclusão e da marginalização encontradas pelas comunidades de favelas, que se abrem as possibilidades para a construção de diferentes soluções para problemas sociais encontrados nessas comunidades. 

Mais informações:

UNESCO no Brasil

Ana Lúcia Guimarães, (61)2106-3536, (61)9966-3287, a.guimaraes@unesco.org 

Demétrio Weber, (61)2106-3538, d.weber@unesco.org

 

London School of Economics and Political Science (LSE)  

Candy Gibson, Senior Press Officer, LSE, 0207 955 7440 or c.gibson@lse.ac.uk

 




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