25.03.2015 - UNESCO Office in Brasilia

Mais de 2 mil escolas recebem Síntese da coleção História Geral da África, em Minas Gerais

© UNESCO

O governo de Minas Gerais já distribuiu a Síntese da coleção História Geral da África para 2.211 escolas de ensino fundamental e médio da rede estadual, neste ano. A iniciativa faz parte da campanha “Afroconsciência: com essa história a escola tem tudo a ver”, que foi lançada em 23 de março de 2015 pelo governador Fernando Pimentel, em Belo Horizonte.

Um dos focos da campanha é a implementação da Lei Federal 10.639, de 2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas do país. Até maio, todas as 3.679 escolas da rede mineira deverão receber a Síntese da coleção História Geral da África, que resume a coleção da UNESCO elaborada por mais de 350 especialistas de diferentes áreas do conhecimento, muitos deles africanos.

A coleção completa tem oito volumes e foi publicada a partir da década de 1980. Já a Síntese é formada por dois volumes e foi editada em 2013, como resultado de parceria entre a UNESCO, o Ministério da Educação e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). “É um formato que facilita o entendimento e contribui para a implantação da lei”, diz a coordenadora de Educação da UNESCO no Brasil, Rebeca Otero.

Rebeca acompanhou o lançamento da campanha e entregou um exemplar ao governador. Cada escola da rede estadual está recebendo seis conjuntos da Síntese, segundo a superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais de Ensino da Secretaria de Estado da Educação, Iara Félix Viana.

O esforço do governo mineiro para combater o racismo inclui um acordo de cooperação com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) da Presidência da República, também assinado em 23 de março de 2015.

O governador Pimentel destacou que os negros são maioria entre os jovens que têm morte violenta no Brasil. “Nosso compromisso é acabar com essa chaga. E não há forma melhor de fazê-lo do que enfrentar a situação a partir da educação, das escolas, do trabalho didático-pedagógico e acabar com essa vergonha que é a morte violenta dos jovens negros”, declarou Pimentel. (Com informações da Superintendência Central de Imprensa de Minas Gerais).




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