15.06.2012 - UNESCO Office in Brasilia

Evento discute contribuição das ciências sociais para o desenvolvimento sustentável

Assunto: Apoio das Ciências Sociais na Promoção da Dimensão Social do Desenvolvimento Sustentável

Data: 20/06, abertura às 9h

Local: Riocentro, sala P3/B

Como parte do programa oficial da Conferência  das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, este evento paralelo, que contará com a presença de ministros de Estado e reconhecidos pesquisadores, contribuirá para a determinação da importância das ciências sociais na promoção de políticas de desenvolvimento sustentável e visa incentivar o desenvolvimento e a consolidação de redes de conhecimento em inclusão e transformação social no âmbito das mudanças ambientais pelas quais passa o planeta.

O encontro, organizado pela Comissão Nacional da Noruega na UNESCO e pelo Programa de Gestão das Transformações Sociais da UNESCO (Management of Social Transformations - MOST), será aberto pela diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. O evento conta ainda com o apoio do Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome, que será representado pelo secretário de Avaliação e Gestão da Informação, Paulo Januzzi.

A importância do pilar social no desenvolvimento sustentável é amplamente aceita, assim como a necessidade de informação quanto às políticas a serem adotadas para o futuro almejado por todos. Entretanto, ainda não há transparência sobre como esses objetivos serão atingidos. As ciências sociais e humanas têm, portanto, um papel que, apesar de essencial, é timidamente reconhecido.

Os participantes do encontro apresentarão políticas públicas focadas na dimensão social da questão ambiental. Serão apresentadas, também, pesquisas dos maiores parceiros do MOST. O evento, inserido na programação oficial da Rio+20, também refletirá sobre lacunas entre pesquisas e políticas de fato – núcleo de atuação central do próprio Programa MOST da UNESCO.

O histórico deste evento paralelo é consequência de mais de 20 anos de debate tanto sobre o conceito de sustentabilidade quanto acerca dos meios como este ideário pode ser atingido na prática. Sua importância, assim, é intensificada pelas atuais crises vislumbradas em âmbito social, econômico e ambiental.

Em 1987, o Relatório sobre “Our Common Future” (Nosso Futuro Comum) elaborado pela Comissão Brundtland (Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento), largamente influenciado pela Cúpula Mundial da Rio 92, definiu “desenvolvimento sustentável” como o “desenvolvimento que supre as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das futuras gerações de atingir suas próprias necessidades”. Ainda hoje, é este o conceito prevalente quanto à sustentabilidade.

O Secretário-Geral da ONU enfatizou que “o desenvolvimento sustentável reconhece que os nossos objetivos econômicos, sociais e ambientais não estão competindo com os objetivos que devem ser compartilhados entres os indivíduos, mas que estes estão interconectados e devem ser almejados em conjunto e de maneira holística”.

A necessidade de enfatizar a importância das ciências e das dimensões sociais já é claramente reconhecida pela Declaração do Rio e pela Agenda 21. Conforme fora vislumbrado pelo Princípio 1 da Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, "os seres humanos são o centro das preocupações para o desenvolvimento sustentável. Eles têm direito a uma vida saudável e produtiva em harmonia com a natureza". Ademais, conforme salienta o Princípio 3 da mesma Declaração, "o direito ao desenvolvimento deve ser realizado de modo a compelir, de forma equitativa, as necessidades ambientais e de desenvolvimento das gerações presentes e futuras".

Finalmente, e mais recentemente, o "Relatório do Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global", criado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas (2010) e intitulado como "Pessoas resilientes, Planeta Resiliente: Um futuro que vale a pena escolher" (publicado em 2012), ainda recomenda que medidas sejam tomadas a fim de se salientar a interface entre a política e as ciências para facilitar a tomada de decisões políticas em questões voltadas ao desenvolvimento sustentável.




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