23.09.2013 - UNESCOPRESS

A Comissão de Banda Larga das Nações Unidas lança os últimos dados de cada país sobre a situação mundial do acesso à banda larga

Chega a banda larga sem fio – mas países pobres são deixados para trás.

A banda larga móvel é a tecnologia que cresce com maior rapidez na história da humanidade, segundo a edição de 2013 do relatório sobre a situação da banda larga "State of Broadband report".

Lançado em Nova York na 8ª reunião da Comissão da Banda Larga para o Desenvolvimento Digital (Broadband Commission for Digital Development), o relatório revela que as assinaturas de banda larga móvel, que permite aos usuários o acesso à internet via smartphones, tablets e laptops conectados com WiFi, estão crescendo a uma taxa de 30% por ano. Até o final de 2013, a quantidade de conexões de banda larga móvel será três vezes maior do que as assinaturas de banda larga fixa convencional.
O Relatório é uma imagem única do acesso e da disponibilidade da rede de banda larga no mundo, com dados de cada país que medem o acesso à banda larga em relação às quatro metas principais estabelecidas em 2011 pelos 60 membros da Comissão de Banda Larga (four key targets set by the 60 members) of the Broadband Commission in 2011.

A Coreia do Sul continua a ter a maior penetração mundial de banda larga em residências, com mais de 97%. A Suíça lidera mundialmente no número de assinaturas de banda larga fixa per capita, com mais de 40%. Em comparação, os Estados Unidos ficam em 24o lugar em termos de penetração de banda larga em residências, e em 20o no número de assinaturas de banda larga fixa per capita, atrás da Finlândia e na frente do Japão.

Segundo o Relatório, o Brasil se encontra em 72º lugar no número de assinaturas de banda larga fixa per capita, em 44º lugar no número de assinaturas de banda larga móvel per capita, e em 25º em termos de porcentagem de residências com internet, entre 98 países em desenvolvimento. Em termos de porcentagem de indivíduos que usam a internet, o Brasil fica em 72º lugar no mundo, e em 28º entre os 98 países em desenvolvimento.

Em termos de uso da internet, agora há mais de 70 países nos quais mais de 50% da população está online. Os dez países que mais usam a internet estão localizados na Europa, com exceção da Nova Zelândia (8º) e do Qatar (10º).
“O expansão mundial da banda larga traz consigo um vasto potencial para aumentar as oportunidades de aprendizagem, facilitar o intercâmbio de informações e aumentar o acesso a conteúdos diversos, linguística e culturalmente”, disse a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, que é a co-vice-presidente da Comissão, juntamente com o secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), dr. Hamadoun I. Touré. “A banda larga pode ampliar o acesso à aprendizagem, aumentar sua qualidade e empoderar homens e mulheres, meninas e meninos, com novas habilidades e oportunidades. Porém, isso não acontece por si só –é preciso liderança, planejamento e ação”.

“A nova análise do relatório deste ano mostra progresso na disponibilidade da banda larga, mas não devemos perder de vista aqueles que estão sendo deixados para trás”, disse o dr. Touré. “Enquanto mais e mais pessoas estão online, mais de 90% dos habitantes dos 49 países menos desenvolvidos do mundo permanecem totalmente desconectados. A internet – e particularmente a internet de banda larga – se tornou uma ferramenta-chave para o desenvolvimento social e econômico, e deve ser priorizada, mesmo nas nações mais pobres do mundo. A tecnologia, combinada com serviços e conteúdos relevantes, podem nos ajudar a minimizar as falhas urgentes no desenvolvimento em áreas como saúde, educação, gerenciamento ambiental e empoderamento de gênero”.

Pela primeira vez, o Relatório também monitora uma nova meta, que é a “igualdade de gênero no acesso à banda larga até 2020”, que foi estabelecida pela Comissão na reunião de março de 2013 na Cidade do México. Os dados da UIT confirmam que, mundialmente, as mulheres têm menor probabilidade do que os homens de obter acesso à tecnologia. Enquanto essa disparidade é relativamente pequena em países desenvolvidos, ela aumenta enormemente à medida que decresce a média dos níveis de renda.

Um relatório separado do Grupo de Trabalho em Gênero da Comissão (A separate report of the Commission’s Working Group on Gender), liderado pela administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Helen Clark, também foi lançado na reunião. A reunião completa, com mais de 50 membros, também saudou os convidados especiais, incluindo Omobola Johnson, ministro da Nigéria de Tecnologia da Comunicação, Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva da ONU-Mulheres, Geena Davis, atriz vencedora do Oscar e defensora das questões de gênero, e Ahmad Alhindawi, enviado especial da ONU para a juventude.

Outros destaques da reunião incluíram a apresentação do dr. Touré sobre a Declaração para a Juventude (Youth Declaration), elaborada por mais de 500 jovens na Cúpula Mundial da Juventude da UIT, que ocorreu na Costa Rica (9 a 11 de setembro) e foi recepcionada pela presidente Laura Chinchilla, e uma prévia do novo relatório da Força-tarefa da Agenda de Desenvolvimento pós-2015 e os futuros Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Sustainable Development Goals – SDG), conduzida por Hans Vestberg, CEO da Ericsson, que também defende a importância da inclusão das TIC como um pilar central da agenda de desenvolvimento mundial.

A situação da banda larga 2013 (The State of Broadband 2013) é a segunda edição do relatório. Lançado todos os anos em setembro, em Nova York, esse é o único relatório que apresenta rankings de cada país, baseando-se no acesso e na disponibilidade em mais de 160 economias de todo o mundo.
 
 
Para mais informações, entre em contato:

Em Nova York: 
Gary Fowlie
Head,ITU Liaison Office
E-mail: gary.fowlie(at)itu.int
Tel: +1 917 367 2992
Celular: +1 917 679 5254
 
 
Em Genebra:
Paul Conneally
Head, Communications & Partnership Promotion
E-mail: paul.conneally(at)itu.int
Tel: +41 22 730 5601 Celular: +41 79 592 5668

Sobre a UNESCO

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura trabalha para aproveitar o poder do conhecimento e da informação, particularmente por meio da das Tecnologias de Comunicação e Informação (TIC), para transformar economias, criar sociedades do conhecimento inclusivas e empoderar comunidades locais, aumentando o acesso, a preservação e o compartilhamento de informação e conhecimento em todos os domínios da UNESCO. Para a Organização, essas sociedades do conhecimento devem ser construidas sobre quatro pilares: liberdade de expressão, acesso universal à informação e ao conhecimento, respeito à diversidade cultural e linguística, e educação de qualidade para todos. Saiba mais em: www.unesco.org

 

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A UIT é a agência líder das Nações Unidas na área de tecnologia de informação e comunicação. Por cerca de 150 anos, a UIT coordena o uso compartilhado global do spectrum do rádio, promove cooperação internacional em órbitas de satélide, trabalha no aprimoramento da infraestrutura de comunicação em países em desenvolvimento, e estabelece padrões mundiais que fomentam interconexão contínua de uma vasta gama de sistemas de comunicação. A UIT está comprometida em conectar o mundo trabalhando com redes de banda larga,  novas gerações de tecnologias sem fio, navegação aeronáutica e marítima,  astronomia por rádio, meteorologia por satélite, conversão de telefones fixos a móveis, tecnologias para internet e para radiodifusão. Saiba mais em: www.itu.int




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