26.11.2012 - UNESCO Office in Brasilia

Nações Unidas mobilizam-se para melhorar a segurança de jornalistas e lutar contra a impunidade

Um projeto do sistema das Nações Unidas para criar um ambiente de trabalho mais seguro para jornalistas ganhou novo impulso em reunião organizada pela UNESCO, que termina hoje em Viena.

A reunião, organizada pela UNESCO, reuniu representantes de 15 agências das Nações Unidas, incluindo Frank Larue, relator especial das Nações Unidas para a promoção e a proteção ao direito à liberdade de opinião, e  Christof  Heyns, relator especial das Nações Unidas para execuções sumárias, extrajudiciais ou arbitrárias. Mais de 40 organizações não-governamentais e intergovernamentais, especialistas independentes, grupos de mídia e associações profissionais também participaram do encontro.

Eles comprometeram-se a trabalhar juntos e com autoridades nacionais relevantes para assegurar que as recomendações do Plano de Ação das Nações Unidas pela Segurança de Jornalistas e a Questão da Impunidade estejam sendo aplicadas em nível nacional.

A estratégia de implementação discutida durante a reunião opera em níveis global e nacional, e contempla mais de 100 áreas de trabalho de diferentes agências da ONU e grupos da sociedade civil para assegurar a segurança dos jornalistas. Ela inclui: 

•         ajudar governos a desenvolver leis de salvaguarda de jornalistas e mecanismos favoráveis à liberdade de expressão e informação;
•         conscientização de cidadãos para que compreendam as consequências danosas de quando a liberdade de expressão de um jornalista é cerceada ou reduzida;
•          treinamento para jornalistas em segurança e segurança digital; provisão de plano de saúde e seguro de vida; 
•          estabelecer mecanismos de resposta de emergência em tempo real;
•         fortalecer a segurança de jornalistas em zonas de conflito;
•          descriminalização de ofensas de difamação;
•         encorajar remuneração adequada para funcionários em tempo integral e free-lancers;
•         incrementar a proteção a mulheres jornalistas em resposta à crescente incidência de assédio sexual e estupro.

“Mais de 100 jornalistas foram assassinados até agora neste ano, o que faz de 2012 o ano mais perigoso para a imprensa desde que a UNESCO passou a registrar dados sobre o assassinato de jornalistas”, disse a diretora-geral da UNESCO Irina Bokova em uma mensagem à reunião.




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