23.05.2013 - UNESCO Office in Brasilia

UNESCO felicita a União Africana por seu 50º aniversário

© African Union -African Union 50th anniversary logo

A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, felicita todas as mulheres e todos os homens africanos pelo 50º aniversário da União Africana, por ocasião da 21ª Reunião da União Africana, que acontecerá entre os dias 19 e 27 de maio de 2013, em Addis Abeba, na Etiópia.

“A União Africana é uma força a favor da solidariedade e da paz em todo o continente”, disse Irina Bokova. “Durante 50 anos, ela tem promovido um continente mais integrado e próspero. Esse papel é ainda mais essencial neste momento de axcensão africana. A UNESCO sempre abraçou a causa da unidade africana, e continuará a apoiar a cooperação pan-africana e o renascimento africano”.

Sendo a África uma de suas prioridades globais, a UNESCO tem trabalhado em conjunto com a Organização da Unidade Africana desde a sua criação, apoiando seu trabalho para aprofundar a integração regional, a cooperação pan-africana e o desenvolvimento inclusivo.

A UNESCO auxiliou no organização das Conferências Regionais dos Ministros da Educação e dos Ministros de Ciência e Tecnologia, que lançaram as bases para a Conferência de Ministros da Educação da União Africana. O apoio da Organização às metas de educação da União Africana foi reforçado com a criação do Escritório Regional de Educação da UNESCO na África  (BREDA), com sede em Dacar, Senegal. Essa assistência tem ocorrido tanto por meio de planejamento educacional e da capacitação, como por meio da formação de professores e da elaboração de currículos.

A educação de meninas e mulheres tem sido um foco em comum. Em 1993, a UNESCO organizou a primeira Conferência Pan-africana sobre Educação de Meninas e Mulheres em Burkina Faso e criou, em conjunto com a União Africana, um centro especializado nessa questão, em Uagadugu.

A UNESCO foi a primeira agência das Nações Unidas a fornecer, durante a década de 1970, apoio aos movimentos de independência por meio de um Escritório Regional em Lusaka, Zâmbia. A Organização também estabeleceu um programa especial para uma África do Sul livre do apartheid.

Um dos pilares da cooperação da UNESCO com a União Africana é o apoio à vasta riqueza da diversidade cultural africana, assim como às línguas africanas. Ambas são vistas como formas de fortalecimento da coesão social e de promoção de um desenvolvimento sustentável inclusivo por meio do patrimônio cultural africano e a diversidade de suas expressões culturais.

A UNESCO lançou o relevante projeto editorial História Geral da África em 1964, apenas um ano após a criação da Organização da Unidade Africana, a fim de revelar e preservar a história, as tradições e as culturas da África , bem como compartilhá-las com o mundo, ressaltando a grande contribuição dos povos africanos para a humanidade como um todo.

A "Coleção História Geral da África" deu novo ímpeto à integração do continente, possibilitando uma nova visão do passado. A primeira parte do projeto se encerrou em 1999, com a publicação de oito volumes em 13 línguas. A adaptação para uso pedagógico  da Coleção foi iniciada em 2008 e os volumes foram traduzidos para o português. em 2010 Atualmente, a UNESCO está iniciando o projeto editorial do seu 9º volume, enfocando a evolução recente, com o apoio do Brasil e a estreita colaboração de especialistas africanos.

“A cooperação da UNESCO com a União Africana tem sido construída sobre valores compartilhados, objetivos em comum, e, tão importante quanto, uma clara visão do futuro do continente como um líder dinâmico e global”, disse a diretora-geral.

A colaboração com a União Africana têm visado, atualmente, a várias questões-chave: o fomento aos objetivos dos Estados africanos em fornecer uma educação de qualidade para todos os seus cidadãos, o fortalecimento das bases para uma cultura da paz, a partir do diálogo e da reconciliação, além da progresso da ciência e da tecnologia para o desenvolvimento sustentável em toda a África. Estimular o desenvolvimento da mídia e a formação de jornalistas também tem feito parte desse campo de atuação, assim como a proteção e a promoção do patrimônio cultural e da diversidade de expressões culturais do continente.

Os jovens africanos são uma prioridade central de todas as ações da UNESCO no continente, por meio da Estragégia para os Jovens da África, a fim de fornecer capacitação relevante, promover a participação cívica e assegurar que suas vozes sejam ouvidas.

Todo esse trabalho se baseia nos objetivos definidos pela União Africana, seja por meio do plano de ação consolidado para a ciência e tecnologia na África, da Segunda Década da Educação para a África (2006-2015), da Carta para o Renascimento Cultural de África, assim como outras estruturas.

Dentro desse quadro, podemos citar como eventos significativos recentes o Fórum Africano sobre Ciência, Tecnologia e Inovação para o Emprego dos Jovens, Desenvolvimento do Capital Humano e do Crescimento Inclusivo, realizado em Nairóbi, no Quênia, de 1 a 3 de abril de 2012, coorganizado com a União Africana, o Banco Africano de Desenvolvimento, a Comissão Econômica das Nações Unidas para a África e a Associação para o Desenvolvimento da Educação na África. Entre os dias 26 e 28 de março de 2013, a UNESCO, a União Africana e o Governo de Angola organizaram o Fórum Pan-Africano, Fontes e Recursos para uma Cultura de Paz, em Luanda.

No campo da cultura, a UNESCO e a União Africana têm trabalhado estreitamente para proteger o patrimônio cultural da África (material, imaterial e documental), inclusive em situações de conflito, como no Mali. Isso também tem ocasionado uma atenção especial na capacitação de instituições culturais africanas, assim como o apoio às indústrias culturais e aos eventos africanos, tais como o 23º Festival Panafricano de Cinema e Televisão de Uagadugu (FESPACO), realizado em fevereiro passado, em Burkina Faso.

Recentemente, a UNESCO aprofundou sua cooperação com o Centro Internacional de Pesquisa e Documentação sobre as Tradições e as Línguas Africanas (CERDOTOLA), com sede em Iaundé, Camarões, para salvaguardar e promover as línguas e o patrimônio africanos entre os seus Estados-membros: Angola, Burundi, Camarões, República Centro-Africana, Chade, Congo, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial, Ruanda e São Tomé e Príncipe.

"Este Jubileu de Ouro é um grande momento para a África e para o mundo", disse a diretora-geral. "Este é um momento para celebrarmos e para olharmos com confiança e determinação a fim de consolidar a ascensão da África. A UNESCO vai acompanhar a África em cada nova etapa desse caminho".




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