25.11.2013 - UNESCO Office in Brasilia

Diretora-geral da UNESCO abre o 6º Fórum Mundial de Ciências no Rio de Janeiro

A diretora-geral enfatiza a necessidade de se refletir sobre a ciência, pedindo a colaboração e o compartilhamento para a criação e a distribuição de conhecimento e inovação.

A abertura do 6° Fórum Mundial de Ciência s(FMC) aconteceu em 24 de novembro de 2013, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Organizado pela Academia Brasileira de Ciências, em parceria com a UNESCO, a Academia Húngara de Ciências, o Conselho Internacional de Ciências (International Council for Science – ICSU), o Conselho Consultivo das Academias Europeias de Ciências (European Academies Science Advisory Council – EASAC) e a Associação Americana para o Avanço da Ciência (American Association for the Advancement of Science – AAAS), o Fórum Mundial de Ciência pela primeira vez ocorre fora da Europa, com a cidade do Rio de Janeiro recebendo o evento este ano, depois de ele ter ocorrido bienalmente em Budapeste desde 2001.

O Fórum, que acontece a cada dois anos, na ocasião e com base no Dia Mundial da Ciência, foi aberto pelo excelentíssimo senhor Michel Temer, vice- presidente da República Federativa do Brasil, pela diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, pelo sr. Jacob Palis, presidente da Academia Brasileira de Ciências, pelo sr. József Pálinkás, presidente da Academia Húngara de Ciências, e pelo sr. Gordon McBean, presidente eleito do ICSU. Sua excelência, o senhor János Áder, presidente da Hungria, também enviou um vídeo com sua mensagem para os participantes presentes na cerimônia de abertura.

O Fórum Mundial de Ciências tem como tema principal deste ano “A ciência para o desenvolvimento sustentável mundial”, dá seguimento à Conferência Mundial de Ciências (Budapeste, 1999), e é a sexta da série bienal de diálogos mundiais para um melhor entendimento e apreciação dos novos papéis e desafios do conhecimento científico na sociedade mundial da atualidade.
O FMC é o único fórum de discussões regulares entre cientistas, sociedade e gestores de políticas, sobre o papel da ciência e as consequências éticas, ambientais, econômicas, sociais e culturais das descobertas científicas. Mais de 500 cientistas e tomadores de decisão do campo da política, bem como representantes de instituições educacionais e de pesquisa, de organizações não governamentais, de organizações de jovens, da mídia e do setor privado, de mais de 100 países, participam deste fórum, único para um debate necessário entre a comunidade científica e a sociedade.

Alinhado à agenda apresentada na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, em 2012, cientistas, políticos, tomadores de decisão e representantes da sociedade civil discutem sobre o papel e as atividades de uma ciência responsável e inovadora, no período entre 24 e 27 de novembro, enfocando questões cruciais para se atingir os propósitos sugeridos pelo principal tema do Fórum – tais como as desigualdades como barreiras para a sustentabilidade mundial, política científica e governança, integridade científica, ciência para recursos naturais, educação científica e engenharia, e os papéis fundamentais da ciência.
Ao estabelecer o contexto em seu discurso de abertura, Irina Bokova observou: “Este Fórum de Ciências ocorre em um momento no qual países estão acelerando para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e as metas da Educação para Todos, até 2015, e no qual a comunidade internacional está elaborando uma nova agenda de desenvolvimento sustentável a ser seguida. A nova agenda deve aproveitar ao máximo de multiplicadores de desenvolvimento, aceleradores trans-setoriais de sustentabilidade, e é nesse contexto que a ciência deve se enquadrar junto à diplomacia científica”.

“A mudança climática, a perda da biodiversidade e a poluição da água não podem mais se manter fora das fronteiras nacionais”, continuou a sra. Bokova. “A humanidade compartilha de um único destino – precisamos agir com determinação única para traçar o futuro que nós queremos para todos”.
A diretora-geral enfatizou a necessidade de uma nova reflexão sobre a ciência, pedindo colaboração e compartilhamento para a criação e a distribuição do conhecimento e da inovação.

“Precisamos de mais ciência integrada – transdisciplinar, percorrendo toda a gama do conhecimento científico, tradicional e autóctone, incluindo as ciências humanas e sociais… Precisamos de uma ciência mais conectada – a ciência que é relacionada à elaboração de políticas que respondam às necessidades e às aspirações das sociedades”, enfatizou a sra. Bokova.
Ela afirmou ainda que as ideias mencionadas acima inspiraram a criação de um Conselho Consultivo Científico, recentemente lançado, formado e coordenado pela UNESCO.

Para comemorar o Dia Mundial da Ciência, a entrega dos prêmios de Ciência da UNESCO ocorrem durante do Fórum Mundial de Ciências.

Depois da cerimônia de abertura do Fórum, a diretora-geral, junto com a excelentíssima sra. Madiha Ahmed Al Shaibani, ministra de Educação de Omã, condecoraram com o prêmio UNESCO Sultão Qaboos para a Preservação Ambiental de 2013, a ser compartilhado este ano pelas instituições State Forests National Forest Holding, da Polônia, e Endangered Wildlife Trust, da África do Sul.

O Prêmio Sultão Qaboos para a Preservação Ambiental reconhece as contribuições de destaque de indivíduos ou grupos de indivíduos, instituições ou organizações, na preservação do meio ambiente, e é financiado por meio de doações de sua majestade o sultão Qaboos Bin Said Al-Said, de Omã.

A diretora-geral também condecorou com o prêmio UNESCO Kalinga para a Popularização da Ciência 2013, o professor Xiangyi Li, da República Popular da China. O Prêmio Kalinga é o mais antigo prêmio UNESCO de ciências, criado em 1951. Hoje, esse Prêmio é apoiado pelo governo da Índia.

Como se espera que a realização do Fórum Mundial de Ciências seja agora alternada entre a Hungria e um país parceiro, iniciando este ano pelo Brasil, o FMC de 2015 ocorrerá novamente em Budapeste. O anúncio foi feito durante a cerimônia de abertura no Rio, informando também que a edição 2017 do Fórum acontecerá no Reino da Jordânia.




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