18.07.2018 - UNESCO Office in Brasilia

Mensagem da UNESCO para o Nelson Mandela International Day

Mensagem de Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional de Nelson Mandela, 18 de julho de 2018

Em 2018, a comunidade internacional celebra o 100⁰ aniversário do nascimento do ativista antiapartheid, Nelson Mandela. Nelson Mandela continuará a ser lembrado como um dos gigantes políticos do século XXI. Cinco anos após sua morte, o mundo sente falta da coragem e da visão desse líder, unificador e lutador pela liberdade que mudou a história.

Em seu discurso lendário feito em 1964, no Julgamento de Rivonia, na África do Sul, Nelson Mandela disse “eu aprecio o ideal de uma sociedade democrática e livre na qual todas as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal pelo qual espero viver e alcançar, mas se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”.

Sua missão como revolucionário antiapartheid estabelecia a igualdade e a liberdade para todos: mulheres, homens e crianças. Ele defendia os direitos fundamentais de todos os seres humanos, independentemente de gênero, nacionalidade ou raça. Este também foi o ideal pelo qual Nelson Mandela foi preso por 27 anos. Apesar de sua prisão, Nelson Mandela continuou a acreditar nesses ideais e, após sua libertação, continuou a colocá-los em prática.

Em 1990, ele disse, “os verdadeiros fabricantes da história são os homens e as mulheres comuns [...], a participação deles em todas as decisões sobre o futuro é a única garantia da verdadeira democracia e da liberdade”. 

Em 2018, nós somos esses homens e essas mulheres. Temos uma grande tarefa diante de nós para garantir que não deixaremos ninguém para trás, e para continua o trabalho desse grande homem. Este é o ideal que está no centro da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Ao aprovar essa Agenda, os Estados-membros da UNESCO se comprometeram a erradicar a pobreza, lutar contra a desigualdade, construir sociedades pacíficas, inclusivas e resilientes, e assegurar o futuro do planeta e o bem-estar das gerações futuras.

Neste contexto, o chamado da UNESCO nunca foi tão urgente. Nossa Organização se mantém comprometida com a cooperação internacional fundamentada nos direitos e nas responsabilidades de todas as nações. 

A vida de Mandela continuará a ser uma grande fonte de inspiração para os defensores dos direitos humanos fundamentais em todos os países e ao longo das gerações.

 

 

Audrey Azoulay, diretora-geral

 




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