12.09.2013 - Natural Sciences Sector

É surpreendente o que não sabemos sobre o oceano!

A Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO está apoiando a Prêmio Wendy Schmidt em Saúde Oceânica (Wendy Schmidt Ocean Health XPRIZE), uma competição mundial que desafia as equipes de engenheiros, cientistas e inovadores de todas as partes do mundo a melhorar nosso entendimento sobre a acidificação do oceano.

Nossos oceanos estão atualmente no meio de uma crise silenciosa. Elevados níveis de carbono da atmosfera estão resultando em níveis mais altos de acidificação. O potencial de implicações biológicas, ecológicas, biogeoquímicas e sociais é surpreendente. A absorção de emissões de CO2 humanos já está tendo impacto profundo na química do oceano, impactando também na saúde de conchas, dos peixes, dos corais e de outros ecossistemas, além de nossa própria sobrevivência, pois metade do oxigênio do mundo é proveniente do oceano, junto com muitos outros recursos vitais.
Ao passo que a acidificação do oceano está bem documentada em algumas águas oceânicas temperadas, muito pouco é conhecido em águas oceânicas localizada em altas latitudes, em áreas costeiras e em mar profundo, e a maioria das atuais tecnologias de sensoriamento de pH são muito caras, imprecisas ou instáveis para permitir conhecimento suficiente sobre o status da acidificação oceânica.

Oferecendo uma solução

O Prêmio Wendy Schmidt em Saúde Oceânica é um desafio para criar tecnologia de sensoriamento de pH que seja viável, exata e eficiente para medir a química do oceano nas águas mais rasas ou nas maiores profundezas.  Esses sensores são urgentemente necessários para os cientistas, gestores e indústria para contornarem o problema de acidificação do oceano e começarem seu processo de cura.  Uma competição para incentivar a criação desses sensores para o estudo e monitoramento do impacto da acidificação do oceano nos ecossistemas marinhos e na saúde do oceano levará ao avanço da indústria pelo fornecimento de dados necessários para que ela possa agir e produzir resultados.

Uma competição visa a ter um impacto amplo que atinge além de novas tecnologias de sensoriamento ao catalisar pesquisadores em oceanografia, ao fornecer ferramentas para o estudo e monitoramento dos impactos da acidificação oceânica na vida marinha e nos ecossistemas, ao fornecer apoio a gestores de políticas públicas, e ao inspirar o público a engajar na solução do problema da acidificação do oceano.

A competição foi lançada em São Francisco, em setembro, e ocorrerá em quatro fases ao longo de 22 meses. A primeira fase inclui a Feira de Soluções para a Acidificação do Oceano, que incentivará equipes a desenvolverem soluções inovadores em sensores de pH e para educar o público sobre a acidificação oceânica. Durante esta fase, as equipes serão convidadas a se inscreverem na competição e submeterem materiais como resultados de pesquisa, diagramas, vídeos e/ou protótipos.

As equipes, então, serão submetidas a testes eliminatórios em laboratório, na costa e no mar. Os vencedores do prêmio de 2 milhões de dólares serão anunciados na conclusão da fase de testes no mar

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