09.11.2017 - UNESCO Office in Brasilia

No Dia Mundial da Ciência serão anunciados os vencedores do Prêmio MCTIC Métodos Alternativos

Prêmio que visa a redução, refinamento e substituição de animais em pesquisas científicas terá seus vencedores anunciados nesta sexta-feira (10/11/2017), dia em que também é celebrado o Dia Mundial da Ciência para a Paz e o Desenvolvimento. Em sua primeira edição, o Prêmio MCTIC Métodos Alternativos é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) que conta com parceria da UNESCO no Brasil e do Grupo Boticário. O Prêmio busca talentos e incentiva a realização de pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico e a inovação na área de experimentação animal.

Os três melhores trabalhos nas categorias “Produção Acadêmica” e “Desenvolvimento Tecnológico e Inovação” serão premiados, sendo que cada um dos primeiros colocados de cada categoria receberá R$ 15 mil. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 29/11/2017, em Brasília.

Os projetos foram selecionados por uma Comissão Julgadora formada por um membro de cada uma das instituições organizadoras: MCTIC, Representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO no Brasil) e Grupo Boticário; além de três representantes da comunidade científica.

Segundo a coordenadora da Comissão Julgadora, Norma Labarthe, o Prêmio MCTIC de Métodos Alternativos responde a uma demanda da sociedade para a redução do uso de animais em testes. “O grande impacto é que há uma demanda social para a redução do uso de animais em experimentos científicos. O prêmio fomenta essa diminuição, mas com critérios para que usemos os animais no mínimo de ocasiões possível, e que os produtos testados neles sejam seguros para utilização veterinária e humana”, afirmou a médica veterinária e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O coordenador de Ciências Naturais da UNESCO no Brasil, Fábio Eon, chama a atenção para o fato de que esta é a primeira vez que um prêmio com este fim é realizado no Brasil.  “A UNESCO tem, como um de seus papéis, fomentar a inovação e a troca de boas práticas. Este prêmio é único ao propor alternativas ao uso de animais em experimentos científicos. O assunto é debatido e estudado internacionalmente, visando a melhoria de métodos científicos que sejam cada vez menos agressivos para os animais e a consequente redução em sua utilização”. 

A seleção levou em conta critérios técnicos e de originalidade dos trabalhos, além de uma atenção para que as propostas estivessem alinhadas ao princípio dos 3Rs (no inglês, a sigla refere-se à redução, ao refinamento e à substituição de animais em pesquisas). Foram apresentados 83 trabalhos no total, sendo que 78 foram pré-selecionados para a disputa principal - 50 na categoria Produção Acadêmica e outros 28 em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação. 

“Houve uma convergência muito grande de opiniões para selecionarmos os projetos vencedores, o que nos dá uma tranquilidade de que eles foram os melhores. Para a primeira categoria, levamos em conta a robustez da produção científica, enquanto na segunda foi avaliada com mais rigor a aplicabilidade. Também prestamos bastante atenção aos princípios de redução, refinamento e substituição”, disse Norma Labarthe. (Com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações)

 

 




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