Mensagem do Centro de Doha pela Liberdade da Mídia (DCMF)

Fórum Global em Mídia e Gênero

O Centro de Doha pela Liberdade da Mídia (DCMF) é uma organização não governamental que trabalha pela liberdade de imprensa e pela qualidade do jornalismo em Catar, no Oriente Médio e no mundo. A liberdade de imprensa e a qualidade do jornalismo são vitais para o empoderamento dos cidadãos, para que participem da vida social e política. Uma mídia que funcione bem é crucial para sociedades saudáveis e economias sustentáveis. O Centro de Doha pela Liberdade da Mídia concentra suas atividades em três áreas: assistência direta a jornalistas; treinamento e educação; e pesquisa, reflexão e memória.

A liberdade da mídia não requer apenas vontade política, um marco legal, um jornalismo desenvolvido e jornalistas habilidosos. Ela somente pode crescer e florescer em uma cultura de tolerância e pensamento crítico, onde o público tenha habilidades, conhecimento e atitudes para lidar com esse enorme fluxo de informação que encontramos todos os dias. Jan Keulen, diretor-geral do DCMF.

A mídia tende a enfatizar e reforçar os valores e imagens daqueles que criam as mensagens e possuem os meios de disseminação. Além disso, esses valores e imagens são frequentemente influenciados por motivações comerciais. Como resultado, os pontos de vista e experiências de pessoas marginalizadas são frequentemente deixados de lado ou mostrados de forma negativa. Nesse sentido, a imagem e a representação de gênero na mídia há tempos tem sido um assunto preocupante, sobretudo no Golfo.

Todas as formas de mídia comunicam imagens dos sexos, muitas dos quais representam habilidades e percepções impraticáveis, estereotípicas e limitadas. Os seguintes elementos contribuem com a maneira com que as questões de gênero são representadas na mídia do Golfo: em primeiro lugar, as mulheres são sub-representadas; em segundo lugar, homens e mulheres são retratados de forma estereotipada, refletindo visões de gênero apoiadas social e culturalmente; em terceiro lugar, descrições sobre os relacionamentos entre homens e mulheres enfatizam os papéis tradicionais e normalizam a violência contra mulheres.

Por ser totalmente consciente do potencial que a mídia possui em reforçar percepções sobre gênero, o DCMF tenta implementar suas próprias atividades de uma forma sensível à questão de gênero. Por exemplo, no nosso programa Alfabetização Midiática e Informacional (AMI), estamos cientes de que as crianças são particularmente vulneráveis aos ensinamentos da mídia porque elas não têm o senso crítico necessário para distinguir entre fantasia e realidade, para identificar intenções persuasivas, ou para entender os fatos, as verdades ou as distorções. O efeito cumulativo dessas mensagens de mídia pode contribuir com a limitação do desenvolvimento de uma juventude com compreensões inclusivas negativas e vulneráveis. A AMI ensina aos jovens habilidades analíticas e técnicas para entender as mensagens e as produções de mídia.

O DCMF se sente honrado, e certamente está interessado, em ser um dos parceiros-chave do FGMG. O DCMF se interessa por diferentes temas relativos a gênero e mídia, como:
Políticas e estratégias sensíveis a gênero na mídia
Tendências de gênero na educação jornalística
Segurança de mulheres online e offline
Alfabetização midiática e informacional e gênero
Reportagens sobre questões que afetam mulheres, incluindo violências de gênero, mulheres em situações de conflito e pós-conflito
Marco legal e regulatório em mídia e políticas/estratégias nacionais em gênero
Todos nós podemos fazer a diferença neste fórum.

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