Educação em sexualidade

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Educação em sexualidade é uma abordagem pedagógica culturalmente relevante, para idade apropriada, para o ensino sobre sexo e relacionamentos, fornecendo informações cientificamente precisas, realistas e sem julgamento. A educação sexual proporciona oportunidades para os estudantes reconhecerem seus próprios valores e atitudes e para a construção de habilidades para tomar decisões, comunicar e reduzir riscos sobre muitos aspectos da sexualidade. Essa abordagem abrange toda a gama de informações, habilidades e valores para habilitar os jovens a exercerem seus direitos sexuais e reprodutivos e para tomar decisões sobre a sua saúde e sua sexualidade.

Educação em sexualidade é parte integrante da estratégia da UNESCO sobre HIV e AIDS, com foco na prevenção, tratamento, cuidados e apoio a crianças e jovens através de dentro da escola e fora da escola com base respostas. Em colaboração com a UNAIDS, UNFPA, UNICEF e OMS, em 2009 a UNESCO publicou a primeira orientação global sobre educação sexual - "Orientação técnica internacional sobre educação em sexualidade: uma abordagem baseada em evidências para escolas, professores e educadores em saúde".
 

O que é bullying

Um(a) aluno(a) sofre bullying quando é exposto(a), repetidamente e por certo tempo, a comportamentos agressivos que, intencionalmente, causam danos ou incômodos por meio de contato físico, ataques verbais, brigas ou manipulação psicológica. O bullying envolve um desequilíbrio de poder e pode incluir provocações, insultos, uso de apelidos que ofendem, violência física ou exclusão social. Um bully (valentão ou valentona), aquele que comete bullying, pode ser uma pessoa ou um grupo.

O bullying pode ser direto, como, por exemplo, uma criança que chantageia outra pedindo dinheiro ou objetos, ou indireto, como, por exemplo, um grupo de estudantes que espalha rumores sobre outro. O bullying cibernético é o assédio realizado por e-mails, telefones celulares, mensagens de texto ou sites difamatórios na internet.

As crianças podem ser mais vulneráveis ao bullying se possuírem alguma deficiência, se expressarem uma preferência sexual de forma diferente dos padrões culturalmente aceitos, se vêm de uma minoria étnica ou grupo cultural, ou ainda se têm certo histórico socioeconômico.

Tanto para o bully quanto para o estudante que é vítima de bullying, o ciclo de violência e intimidação resulta em grandes dificuldades interpessoais e em baixo aproveitamento escolar. Os alunos que sofrem bullying estão mais propensos que seus colegas a se sentirem deprimidos, solitários, ansiosos e com baixa autoestima. Frequentemente, os bullies agem de forma agressiva devido a frustrações, humilhações, raiva ou em reação a alguma situação de ridicularização social.

Bullying homofóbico

O bullying homofóbico é “um ultraje moral, uma grave violação dos direitos humanos e uma crise de saúde pública".
Ban Ki-moon, Secretário-geral das Nações Unidas

Todos os dias, rotineiramente, é negado a estudantes de todo o mundo o direito humano básico e universal à educação, pela discriminação e pela violência que eles vivenciam nas escolas, devido à sua real ou suposta orientação sexual, expressão e identidade de gênero.

O que é bullying homofóbico?

O bullying, baseado na percepção da orientação sexual e da identidade de gênero, é um tipo específico de bullying, identificado como bullying homofóbico. Os estudos revelam que não são somente os jovens gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros que sofrem bullying homofóbico, mas também alunos que não se identificam como gays, lésbicas, bissexuais ou transgêneros.

 

Impacto do bullying homofóbico

Em resultados de estudos, descobriu-se que o bullying homofóbico reduz a frequência escolar, leva à desistência escolar e baixo aproveitamento acadêmico. O bullying homofóbico também pode causar efeitos adversos na saúde mental e psicológica de jovens, efeitos esses que, por sua vez, podem ter impacto negativo em sua educação. Os estudos têm mostrado claramente as associações entre o bullying homóbico, realizado repetidamente por um longo período, com depressão, ansiedade, perda de confiança, afastamento, isolamento social, culpa e distúrbios do sono. Entre todos os jovens, os alunos sujeitos ao bullying homofóbico são mais propensos ao autoflagelo e ao suicídio.


O bullying homofóbico tem impacto sobre os que são perseguidos, sobre os que cometem o bullying, sobre aqueles que assistem e sobre a escola onde acontece. O bullying homofóbico tem sérias consequências educacionais, como impacto no direito à educação e na Educação para Todos, como uma forma de discriminação e exclusão, além de violar os princípios da segurança escolar. Esse é um problema educacional que deve ser tratado pelo Setor de Educação.

O que a UNESCO está fazendo?

A UNESCO convocou a primeira consulta internacional já realizada nas Nações Unidas para abordar o bullying homofóbico nas instituições de ensino. O evento reuniu especialistas das agências da ONU, ONGs, ministros da educação e acadêmicos de mais de 25 países de todo o mundo. A consulta produziu evidências impressionantes sobre a extensão do bullying homofóbico em instituições de ensino em todo o mundo, e forneceu muitos exemplos de boas práticas em termos de planos de políticas públicas e intervenções para prevenir e tratar do tema. 

Os resultados da consulta foram resumidos na publicação "Respostas do Setor de Educação ao bullying homofóbico".

A UNESCO apresentou a publicação e seus resultados durante uma Reunião de Alto Nível sobre as Respostas do Setor de Educação ao Bullying Homofóbico, em 16 de maio de 2012. O encontro reuniu as principais partes interessadas, particularmente organizações da sociedade civil que trabalham na área. A reunião aconteceu por ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia/Transfobia (International Day against Homophobia/Transphobia – IDAHO). Para ver a reunião em francês e em inglês, clique aqui (somente em francês, clique aqui, e somente em inglês, clique aqui).

O tema para o IDAHO, em 2012, foi “Combater a homo/transfobia na educação e por meio da educação”. Para ajudar a marcar o dia nas escolas, a UNESCO e o Comitê IDAHO criaram um  plano de aula (em inglês) para professores e facilitadores, que compreende quatro atividades para os níveis primário e secundário (ensino fundamental e ensino médio). As atividades também ocorreram nacionalmente. Por exemplo, na Ásia, a UNESCO produziu o filme “Addressing homophobia in and through schools: Promising examples from Thailand”, e apoiou uma reunião de conscientização sobre a homofobia e a transfobia. Na América Latina, a UNESCO produziu um vídeo intitulado “Não deixe o bullying’ entrar em sua escola! Diga não ao estigma relacionado ao HIV e outras formas de discriminação”.
 

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