Projeto do nono volume da Coleção História Geral da África

© UNESCO

A UNESCO lançou em maio de 2013, em Addis Abeba (Etiópia), o desenvolvimento do nono volume da História Geral de África. A reunião de especialistas em Addis Abeba teve a participação de cerca de cinquenta especialistas da África e suas diásporas (Américas, Ásia, Europa, Oceano Índico).

A preparação e publicação do nono volume de HGA é uma resposta positiva às tendências e pedidos apresentados pelos Estados-Membros da União Africana (UA). Neste sentido, a decisão EX.CL/520 (XV), exige dos Estados-Membros da UA o apoio a elaboração de um "nono volume do HGA, incluindo a história recente da descolonização, o fim do apartheid e o lugar da África no mundo".

O nono volume de HGA pretende cobrir as mudanças que ocorreram após a Guerra Fria e a era do apartheid, mas também desafios importantes, tendo em conta acontecimentos marcantes internacionais que devem ser analisados a partir da perspectiva africana.

No que diz respeito à Diáspora Africana, as novas descobertas a respeito da presença africana em diferentes partes do mundo, no tempo antigo, a deportação dos africanos durante o tráfico de escravos e da migração de africanos durante a colonização e depois da independência será levada em conta. Além disso, o nono volume pretende se constituir em uma contribuição significativa para a Década Internacional das Pessoas de Ascendência Africano 2015-2024, proclamada pela Assembleia Geral da ONU, no final de 2013.

Objetivos:

  • Atualizar o conteúdo dos volumes da HGA à luz dos recentes desenvolvimentos nos vários campos da pesquisa científica, nas mudanças políticas, sócioeconômicas e ambientais, além dos desenvolvimentos culturais no continente, desde a publicação do último volume o HGA;
  • Analisar a Diáspora Africana e suas diversas contribuições para a construção das sociedades modernas, bem como a emancipação e o desenvolvimento da África;
  • Identificar e analisar os novos desafios que a África enfrenta, incluindo questões de Unidade Africana, pan africanismo, integração regional, educação, cultura, juventude, questões de igualdade de gênero, saúde e cuidados de saúde, diversidade cultural, criatividade, artes, cultura e desenvolvimento, diálogo intercultural; além das questões relatívas a paz, meio ambiente, mudanças climáticas, urbanização, pesquisa e inovação científica, desenvolvimento sustentável, boa governança, cooperação Sul-Sul, relações com a diáspora etc.
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