Mulheres e meninas na ciência

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A ciência e a igualdade de gênero são ambos vitais para o desenvolvimento sustentável. No entanto, mulheres e meninas continuam a ser excluídas da participação integral na ciência: menos de 30% dos pesquisadores no mundo são mulheres.

Lidar com alguns dos maiores desafios da Agenda para Desenvolvimento Sustentável – da melhoria do sistema de saúde ao combate da mudança climática – dependerá do aproveitamento de todos os talentos. Isso significa fazer com que mais mulheres trabalhem nesses campos. A diversidade na pesquisa expande o grupo de pesquisadores talentosos, trazendo nova perspectiva, talento e criatividade.

A igualdade de gênero deve ser considerada um meio fundamental para promover a excelência científica e tecnológica. Na verdade, o potencial inexplorado de meninas e mulheres brilhantes interessadas em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Science, Technology, Engineering and Mathematics –  STEM), mas que optam por não estudar ou seguir carreiras nesses campos devido a vários obstáculos que enfrentam, representa uma oportunidade perdida, tanto para as próprias mulheres como para a sociedade como um todo. 

A UNESCO está comprometida em promover a igualdade de gênero nos e pelos sistemas educacionais, desde a pré-escola até a educação superior, em estruturas formais e não formais; e em todas as áreas de intervenção, desde infraestrutura de planejamento até na formação de professores.

Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência

 

O Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado a cada ano em 11 de fevereiro, é liderado pela UNESCO e pela ONU Mulheres em colaboração com instituições e parceiros da sociedade civil que promovem o acesso e a participação de mulheres e meninas e/para a sua participação na ciência.

O Dia foi aprovado pela Assembleia das Nações Unidas em 22 de dezembro de 2015, por meio da Resolução A/RES/70/212, para promover o acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência. Esse dia é um lembrete de que as mulheres e as meninas desempenham um papel fundamental nas comunidades da ciência e tecnologia e que a sua participação deve ser fortalecida. 

Nos próximos 15 anos, a pesquisa científica vai desempenhar um papel fundamental no monitoramento de tendências relevantes em áreas como segurança alimentar, saúde, água e saneamento, energia, gerenciamento de ecossistemas oceânicos e terrestres e mudança climática. As mulheres vão desempenhar um papel essencial na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ao ajudar a identificar problemas globais e encontrar soluções.

Apesar dos ganhos notáveis que as mulheres conquistaram na educação e na força de trabalho nas últimas décadas, o progresso foi desigual. De acordo com O Instituto de Estatísticas da UNESCO (UIS), apenas 28% dos pesquisadores do mundo são mulheres. As mulheres continuam sub-representadas nos campos da ciência, tecnologia, engenharia e matemáticas (STEM), tanto no âmbito da graduação quanto no âmbito das pesquisas. Mesmo nos campos científicos onde as mulheres estão presentes, elas são sub-representadas nas decisões políticas e na programação.

Quanto mais alto na escala dentro do sistema de pesquisa cientifica nota-se uma queda na participação feminina até que, nos mais altos níveis da pesquisa cientifica e nas tomadas de decisão, existem bem poucas mulheres atuando. A ciência continua como um dos poucos setores onde a discriminação de gênero é comum e considerada aceitável por alguns. O número de mulheres que foram reconhecidas como líderes por sociedades de alto prestígio ou por meio de premiação permanece baixo, apesar de algumas exceções de personalidades de expressão. A falta de reconhecimento das conquistas das mulheres contribui para o equívoco de que as mulheres não podem atuar na ciência ou, pelo menos, não tão bem como os homens.

Lidar com alguns dos maiores desafios da Agenda para Desenvolvimento Sustentável – da melhoria do sistema de saúde ao combate da mudança climática – dependerá do aproveitamento de todos os talentos. Isso significa fazer com que mais mulheres trabalhem nesses campos. A diversidade na pesquisa expande o grupo de pesquisadores talentosos, trazendo nova perspectiva, talento e criatividade.

Isso requer uma mudança de atitudes e o desafio de estereótipos: meninas precisam acreditar nelas mesmas como cientistas, exploradoras, inovadoras, engenheiras e inventoras.

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