Prevenção da violência entre jovens no Brasil

Juventude brasileira

Nas últimas décadas, a ocorrência de crimes e violência aumentou de forma drástica no Brasil, particularmente nas grandes áreas urbanas, o que intensificou o debate público sobre as causas e as soluções do problema.

O direito à vida é o mais fundamental de todos os direitos. Ter segurança significa viver sem temer o risco de violações à própria vida, liberdade, integridade física ou propriedade. Segurança significa não apenas estar livre de riscos reais, mas também ser capaz de desfrutar de um sentimento de segurança. Nesse sentido, os direitos humanos são sistematicamente afrontados pela violência e pela insegurança.

A UNESCO pretende desempenhar um papel de importância primordial no apoio a ações que visam à inclusão social, a fim de auxiliar na prevenção da violência, especialmente entre os jovens. Os atributos e recursos encontrados no cerne das diferentes áreas da Organização são agrupados em torno desse objetivo.

A violência é entendida como uma violação a direitos humanos fundamentais, e uma ameaça ao respeito pelos princípios de liberdade e igualdade. Como resposta ao desafio de evitar a violência entre jovens, deve ser implementada uma abordagem que enfoca o acesso à educação de qualidade, a empregos decentes, a atividades culturais, esportivas e de lazer, à inclusão digital e à proteção e promoção dos direitos humanos e do meio ambiente. Essa abordagem também deve auxiliar na criação de oportunidades reais para que os jovens possam melhorar suas condições de vida e desenvolver sua cidadania.

A UNESCO faz uso da experiência adquirida no Brasil, no contexto da Década Internacional de Promoção da Cultura da Paz e da Não-Violência em Favor das Crianças do Mundo (2001-2010), a fim de empreender iniciativas intersetoriais eficazes e de efeitos duradouros.

Por meio de uma abordagem integrada, que combina escola secundária de qualidade, proteção dos direitos humanos e conceito de desenvolvimento humano integral, a UNESCO tem desenvolvido as seguintes iniciativas, que têm como alvo a juventude brasileira:

  • Cooperação técnica (conceitual, metodológica e gerencial) com organizações governamentais na formulação, implantação, monitoramento e avaliação de políticas públicas de prevenção da violência, especialmente entre jovens, que tenham natureza social, educativa e cultural.
  • Cooperação técnica e organizacional (conceitual, metodológica, gerencial) com organizações da sociedade civil (OSCs) na elaboração e implantação de projetos, captação de recursos, no monitoramento e na avaliação de ações, voltadas para grupos sociais vulneráveis.
  • Disponibilização, para agentes públicos e da sociedade civil, de conhecimentos teóricos e empíricos avançados sobre questões deste tema transversal.
  • Empoderamento e capacitação de grupos sociais, especialmente jovens, para incentivar o protagonismo de tais grupos em ações comunitárias e iniciativas de prevenção da violência.
  • Mobilização de especialistas, gestores públicos e de OSCs para debater e aperfeiçoar estratégias de sociais, educacionais e culturais para a prevenção da violência, especialmente entre jovens.
  • Educação prisional.
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