Atrações turísticas e museus subaquáticos

O Patrimônio Cultural Subaquático fascina principalmente devido ao mistério da sua localização e de seu contexto histórico. O sítio de um resquício ou de uma ruína submersa é a lembrança de uma tragédia: o fim de uma viagem e a perda de vidas humanas. A descoberta do local do naufrágio nos permite mergulhar no passado e reviver os últimos momentos do navio e de sua tripulação. Uma vez fora d’água e exibidos em terra, os objetos são privados de seu contexto e perdem parte de seu significado. Por isso, várias iniciativas recentes se comprometeram a oferecer aos visitantes experiências in situ, e ao mesmo tempo garantir a conservação e proteção do sítio original, em consonância com os princípios da Convenção da UNESCO de 2001:

Galeria de imagens

  • O antigo Porto de Cesarea, uma magnífica construção encomendada pelo rei Herodes em honra ao seu padroeiro romano, César Augusto, era o maior porto do Império Romano no auge de sua glória, em 10 aC. Hoje, mais de 2.000 anos depois, tornou-se um sítio de mergulho no formato de museu, ao largo da costa de Israel, no Mediterrâneo. Mergulhadores recebem um mapa impermeável extremamente detalhado que descreve cada um dos 28 pontos do sítio. Pontos de informação orientam os visitantes ao longo da trilha subaquática.

  • O Santuário Marinho Nacional de Florida Keys criou uma trilha entre os diversos sítios históricos de naufrágios ao longo dos recifes de coral espalhados por algumas milhas ao largo de Florida Keys. O Santuário Marinho visa informar os visitantes acerca do patrimônio marítimo e promover o aumento da visibilidade do patrimônio cultural subaquático. Um mapa informativo do sítio se encontra disponível para cada um dos nove pontos da trilha, e fornece a posição do naufrágio e das bóias de amarra.

  • O naufrágio do Yongala, situado ao largo da costa da Austrália, é um dos sítios subaquáticos mais frequentados em todo o mundo. Milhares de mergulhadores o visitam a cada ano. Do mesmo modo, os navios afundados em Porto Galle, ao largo da costa sul de Sri Lanka, e aqueles ao largo da costa de Zanzibar, atraem mergulhadores de todo o mundo.

  • No entanto, esses sítios estão ao alcance de um número limitado de mergulhadores. A construção de um verdadeiro museu subaquático faz-se necessária a fim de tornar esses locais acessíveis ao público em geral. Vários projetos estão já em estudo ou em construção:

    • O sítio de Baiheliang, na China está submerso sob as águas da barragem artificial do Reservatório de Três Gargantas. Nestas rochas se encontram as mais antigas inscrições hidrológicas, gravando 1.200 anos consecutivos de mudanças do nível da água. Antes do enchimento da Barragem Três Gargantas, as rochas eram ocultadas pela subida das águas, mas permaneciam visíveis quando a água baixava de nível. A fim para proteger o local, as autoridades da China decidiram cobrir o recife de Baiheliang com um container em forma de arco preenchido com água despressurizada. Além disso, dois túneis submarinos foram construídos a partir das margens do rio para permitir que o público em geral visite o sítio e veja as inscrições.

    • O Farol de Alexandria e o Palácio de Cleópatra, no Egito, foram submersos após uma série de terremotos no século XIV. Atualmente, eles se encontram a cerca de 6 a 8 metros sob as águas da baía de Alexandria. Arqueólogos marítimos e outros cientistas têm realizado várias escavações para explorar e proteger as ruínas. Milhares de objetos (estátuas de esfinges, colunas e blocos) sobrepostos a partir dos períodos Faraônico, Ptolomaico e Romano foram parcialmente recuperados e apresentados ao público em grandes exposições, atraindo milhares de visitantes. O restante das ruínas permanecerá na baía, e a construção de um museu subaquático em colaboração com a UNESCO está sendo analisada, a fim de preservar as relíquias in situ.
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