Museus e Turismo

O Patrimônio Cultural Subaquático fascina principalmente devido ao mistério da sua localização e de seu contexto histórico. O sítio Subaquático é a lembrança de uma tragédia: o fim de uma viagem e a perda de vidas humanas. A descoberta do local do naufrágio nos permite mergulhar no passado e reviver os últimos momentos do navio e de sua tripulação.

Alguns museus reúnem originais e inovadores artefatos extraídos de naufrágios ou de ruínas subaquáticas. Em alguns destes museus pode-se encontrar embarcações naufragadas inteiras.

Importância Econômica

O significado histórico, a beleza e a autenticidade dos sítios subaquáticos podem ter uma grande importância econômica para muitas regiões. Por exemplo, os museus Roskilde, Mary Rose, Bodrum e Vasa são as atrações turísticas mais visitadas de seus Estados.

A indústria de mergulho também pode lucrar com as visitas dos turistas aos sítios submersos.

O projeto do museu subaquático em Alexandria, no Egito, é outro exemplo: No projeto de construção do museu também está prevista a revitalização, em uma abordagem integrada, de todo o centro urbano da cidade.

Os fatores para designar a importância e a sustentabilidade dos sítios incluem:

- O estado de conservação;
- A importância da autenticidade histórica;
- A apresentação ao público (por exemplo, através de trilhas mergulho, mapas ou indicações);
- Acessibilidade; e
- Gestão local responsável para assegurar a sustentabilidade a longo prazo do sítio.

Museus Submersos

Uma vez fora da água, objetos extraídos dos sítios arqueológicos subaquáticos são privados de seu contexto histórico e podem perder parte do seu significado. Portanto, várias iniciativas recentes procuram oferecer aos visitantes experiências “em situ”. Elas incluem trilhas mergulho, passeios de submarinos para não-mergulhadores e a construção de museus subaquáticos.

* Museu Baiheliang, China

O Baiheliang é um sítio arqueológico em Fuling, China, agora submerso dentro da recém construída barragem das Três Gargantas. Ele exibe algumas das mais antigas inscrições hidrológicas, registrando 1.200 anos de mudanças no nível das águas do rio Yangtze, no norte do distrito de Fuling do município de Chongqing. A fim para proteger o local, as autoridades da China decidiram cobrir o recife de Baiheliang com um container em forma de arco preenchido com água despressurizada. Além disso, dois túneis submarinos foram construídos a partir das margens do rio para permitir que o público em geral visite o sítio e veja as inscrições.

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© Huang, Dejian, Baiheliang Museum Curator/UNESCO
The project of the The Baiheliang Underwater Museum, Fuling, Chongqing Municipality, China

* O projeto do museu subaquático Alexandria, Egipto

Na sequência da descoberta de estátuas e outros artefatos preciosos foi projetado um museu submerso na baía de Alexandria. Este museu vai expor artefatos encontrados no palácio de Cleópatra, Ptolomeu, nos locais próximos das cidades submersas de Canopus e Herakleion e no famoso Pharos Lighthouse. Ele incluirá um espaço de exposição acima do nível do mar e um espaço debaixo d'água com as principais áreas arqueológicas. Será concebido como um "aquário" com tubos submarinos alargando o espaço através da baía de Alexandria.

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Publicação Focus on Alexandria (UNESCO)

Museus parcialmente submersos

* Museu Guangdong (Nanhai No. 1), Yangjiang, China

Os restos do naufrágio do "Nanhai No. 1" foi encontrado na parte oeste da foz do Rio das Pérolas (Zhu Jiang). O naufrágio está em condições excepcionais. Acredita-se que contêm entre 60.000 e 80.000 peças preciosas em sua carga, especialmente cerâmicas. Os restos do naufrágio se encontram em um aquário que mantém a temperatura da água igual ao do local em que o naufrágio foi descoberto. Os arqueólogos começaram a escavar o navio dentro do aquário, permitindo aos visitantes observar o trabalho arqueológico subaquático em um dos ambientes do museu. Os restos do navio antigo deverão fornecer informações importantes sobre a construção naval chinesa e antigas tecnologias de navegação.

Mais informações sobre o Museu. 

©UNESCO/U. Guérin
The Guangdong Maritime Silk Road Museum (Nanhai No. 1 Museum), Yangjiang, Guangdong Province, China

Museus com exposições do patrimônio cultural subaquático

* Museu Mary Rose, Reino Unido.

O Museu Mary Rose de Portsmouth exibe o navio de guerra do século 16 “Mary Rose”, um dos principais navios da frota do rei Henrique VIII, incluindo o contexto histórico durante o qual ele foi usado. Construído em 1509-1510, foi afundado em 1545 ao liderar uma batalha contra a França. Descoberto em 1971, os destroços foram resgatados em 1982 e são agora exibidos no Museu.

Visite o site do Museu

 

© U. Guérin/UNESCO
Mary Rose, naufragado no Reino Unido.

* O Museu “Vasa”, Suécia.

O Museu exibe o “Vasa”, um navio de guerra construído no século 17 que foi, na época do lançamento, o barco mais potente já construído. Ele afundou em 1628. Os restos do navio foram extraídos da água em 1961 e agora estão expostos no museu mais visitado da Escandinávia.

For more information, visit the website of the Museum

© Wikipedia, UNESCO.
Naufrágio do Vasa, Suécia.

* O Museu Navio Viking,  Roskilde, Dinamarca


O Museu Navio Viking, em Roskilde, está focado em navios, navegações e construções navais em tempos antigos e medievais. O salão Navio Viking foi concebido para exibir os cinco barcos vikings encontrados em Skuldelev.

Além dos cinco navios, o salão também abriga exposições temporárias especiais, a réplica de um navio mercante e um navio de guerra equipado com barris, mercadorias e armas.
No estaleiro, a tradição de construção de barcos e da cultura da era viking são ilustradas, mostrando o contexto histórico.

Cursos de arqueologia marítima são realizadas no verão.

Para mais informações visite o site do Museu aqui.

© Wikicommons
Naufrágio do Skuldelev II, Viking ships Museum, Roskilde, na Dinamara

* O Museu de Arqueologia Subaquática Bodrum, Turquia.

Este museu é uma das atrações turísticas mais populares da Turquia. Ele exibe os vestígios arqueológicos de cinco navios antigos, ânforas, moedas e outros elementos de carga.

Para obter mais informações,  visite o site do museu.

 

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