22.06.2012 - UNESCO Office in Brasilia

Políticas públicas precisam de ciências sociais para construir uma sociedade verde sustentável

© UNESCO

Esta foi a mensagem principal do evento paralelo da Rio+20 “Apoio das Ciências Sociais na Promoção da Dimensão Social do Desenvolvimento Sustentável” organizado pela Comissão Nacional da UNESCO na Noruega e o Programa de Gestão das Transformações Sociais da UNESCO (UNESCO Management of Social Transformations –MOST) no Rio de Janeiro em 20 de junho de 2012. O evento, cujo principal objetivo foi conscientizar sobre a necessidade das ciências sociais para ajudar a criar o future que queremos, reuniu cerca de 100 tomadores de decisão e renomados pesquisadores, incluindo Baard Vegard Solhell, ministro do Meio Ambiente da Noruega, e Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO.

O interesse do evento foi elevado devido à lotação da sala de conferência e a discussão ativa com o auditório. Presidido por Jan Monteverde Haakonsen, assessor especial do Conselho de Pesquisa da Noruega, membro da Comissão Nacional da UNESCO na Noruega e vice-presidente do Escritório do Conselho Intergovernamental do Programa MOST.
 
Pilar Alvarez-Laso, diretora-geral assistente em ciências humanas e sociais da, expressou em suas palavras na cerimônia de abertura que a ideia de desenvolvimento sustentável depende da disponibilidade da base de conhecimento e da capacidade de usá-la. Ela apontou que a UNESCO trabalhará para fortalecer a base de conhecimento em ciências humanas e sociais, e para aumentar sua contribuição em políticas informadas pelo conhecimento científico.

Baard Vegard Solhell, ministro do Meio Ambiente da Noruega, disse que a missão de nossa geração dever focar na mudança climática, que tem grandes impactos sociais, incluindo seus efeitos diferenciais entre mulheres e homens. É por isso que o ministro atribuiu elevada importância às ciências sociais e o papel que a UNESCO desenvolve nesta área, segundo ele, “o Programa MOST é um MUST”.
Heide Hackmann, diretor executivo do Conselho Internacional de Ciências Sociais (International Social Science Council - ISSC), insistiu na necessidade de ter um nova relação entre ciência e políticas, e a necessidade de pesquisa interdisciplinar, incluindo a Iniciativa o Futuro da Terra. Ela apontou fatores que são necessários para fazer o conhecimento funcionar.

Sarah Cook, diretor do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento Sociais das Nações Unidas (United Nations Research Institute for Social Development - UNRISD), citou a Declaração de Nagoya adotada em conjunto em dezembro de 2010 pelo ISSC e pelo Conselho Internacional de Filosofia e Estudos Humanísticos (International Council for Philosophy and Humanistic Studies): “A mudança ambiental global, não é algo externo às ciências sociais, pelo contrário, ela é um domínio de nossas disciplinas por excelência”.

Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, enfatizou novamente em suas palavras finais que as ciências sociais são vitais para melhor desenvolver políticas. Este ponto é também claramente feito no relatório do Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global das Nações Unidas “Pessoas Resilientes, Planeta Resiliente: Um Futuro que Vale a Pena Escolher”. A recomendação 51 do relatório clama pelo fortalecimento da interface entre política e ciência. Ban Ki-Moon, secretário-geral das Nações Unidas, designou Irina Bokova a formar um grupo ad hoc para aconselhá-lo sobre as recomendações do relatório relativas à ciência. Ele também solicitou à UNESCO a liderar na criação de um Conselho de Assessoria Científica e fornecer seu secretariado. 

“Devemos nos concentrar nas questões difíceis de hoje – sobre a sociedade que queremos criar, sobre novas abordagens de sustentabilidade. O desafio que enfrentamos é para melhor compreender nós mesmos e o mundo em que habitamos. As ciências sociais são vitais aqui – para desenvolver melhores políticas para atender as necessidades e os desafios. Este é uma questão central para a sustentabilidade para o século seguinte. (…) As políticas públicas devem basear-se nas ciências sociais para construir sociedades verdes e conhecimento para o próximo século”, disse a diretora-geral.




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