01.10.2014 - UNESCOPRESS

UNESCO destaca Ciência do Clima na Cúpula de Mudança Climática em Nova York

© Jerzy SmyklaSummer sea ice

Em 23 de setembro, como parte da Cúpula do Clima do Secretário-Geral da ONU, a UNESCO coorganiza a sessão temática dedicada à ciência do clima, com WMO e UNITAR.

Iniciado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a Cúpula da ONU sobre Mudança Climática reuniu centenas de líderes de governo, juntamente com as instituições de finanças, economia e sociedade civil para dar um novo impulso à busca de soluções para os desafios colocados pela mudança climática.

O evento foi aberto com o discurso do Secretário-Geral da ONU, do prefeito de Nova York Mr. Bill de Blasio, do ex-presidente americano Al Gore e do ator Leonardo DiCaprio, seguido de intervenções de chefes de estado, incluindo o presidente dos Estados Unidos e o Presidente da França.

A Cúpula ajuda a firmar novos compromissos por parte de muitos participantes. Por exemplo, o prefeito de Nova York anunciou que a cidade se comprometeu em reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 80% até 2050, enquanto uma coalizão de mais de 200 prefeitos, que representam 400 milhões de pessoas, concordou em assinar um Pacto de Prefeitos para reduzir as emissões anuais entre 12,4 e 16,4%.

A sessão sobre Ciência do Clima destacou como a ciência pode alimentar as medidas destinadas a alcançar esse objetivo, promovendo uma interativa discussão sobre a interface entre ciência e políticas, enfatizando a necessidade de tomar decisões urgentes apoiadas pelas descobertas científicas.

O presidente da Mongólia abriu a sessão de alto nível destacando que "a ciência do clima é essencial para o futuro do planeta – por isso que esta Cúpula é uma oportunidade que não podemos perder".

A seguir iniciou-se uma discussão interativa sobre os grandes avanços na ciência do clima relevantes para políticas, bem como a melhor forma de usar o conhecimento e informação para educar e capacitar os indivíduos para ação. Fazer essa ligação entre os resultados da ciência e com políticas é precisamente o papel do Conselho Científico Consultivo para o Desenvolvimento Sustentável para o Secretário-Geral da ONU, liderado pela UNESCO, que hospeda o secretariado.

A premier da Groelândia (Dinamarca), Aleqa Hammond, salientou a importância do tema. “Vivemos a mudança climática em nossos corpos, em nossas mentes, em nosso país todos os dias”.

A chefe-executiva da WaterAid, Barbara Frost,  mostrou o impacto dessas mudanças no acesso à água. “São necessárias medidas urgentes para 750 milhões de homens e mulheres que não têm acesso à água potável".

Os oradores salientaram que o acesso a serviços de qualidade de informação científica, informação e clima são essenciais para a ação climática eficaz a longo prazo. Isso requer mais investimentos para melhorar o conhecimento e reduzir a incerteza, através de uma ciência forte e laços mais estreitos com a política.

A discussão também mostra que a base de conhecimento para a ação já está disponível para orientar as políticas e decisões relacionadas ao clima, de uma escala nacional até o nível local - mas deve ser plenamente explorada e alimentada por todos os atores.

O vice-presidente do grupo de trabalho do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC),
Thomas Stocker, disse que o impacto da mudança climática é claro e sem equívocos. A ciência mostra claramente os efeitos do sistema climático global com as mudanças sem precedentes ao longo de décadas a milênios, e que a influência humana é a principal causa. Permanecer no limite do aumento de temperatura em até 2 graus Celsius – ainda sim com grande indic^encia – só pode ser alcançado através de uma ação urgente e ambiciosa para ir um busca de sociedades e economias de baixo carbono. Um aumento superior terá um enorme impacto sobre os ecossistemas globais.

Para evitar as piores consequências será exigido reduções substanciais nas emissões de gases de efeito estufa.

A diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Marton-Lefèvre ressaltou a importância da parceria para ação conjunta. "Precisamos mostrar que a ciência é boa para a natureza e para as pessoas que dependem dela", disse. A premier da Groelândia (Dinamarca), Hammond, conclui: "A resposta é a sustentabilidade, a sustentabilidade, a sustentabilidade”.




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