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Entrevista com Esperança Miranda, Jovem artista angolana participante no intercâmbio ResiliArt/ Dia Internacional do Jazz em Newark

Esperança Miranda

1. Poderia apresentar-se brevemente e contar-nos mais sobre o seu percurso artístico?

Sou Esperança Mirakiza, artesã e cantora angolana na vertente “Gospel Afro Music” (jazz, kilapanga, soul, bossa nova etc.). Comecei a cantar na igreja Metodista Unida desde muito pequena nos grupos corais, e continuo até o momento. Venho de uma família de músicos Cristãos (pai maestro, mãe, irmãos e tios coristas).

Já participei em vários concursos nacionais como o “Festival da canção” em 2010 “Angola Encanta” em 2011 e “The Voice Angola” primeira edição onde cheguei até a final do concurso isto, na África do Sul. Já trabalhei com grandes músicos da praça angolana e tenho participado nas edições dos concertos internacionais de Jazz produzidos em Benguela (desde 2018) e em Luanda na primeira edição no passado dia 30 de Abril 2021 organizado pelas American Schools of Angola e a UNESCO Bienal de Luanda dentro do projecto ResiliArt Angola.

Fui a Cantora mais nova na gala CPLP/Angola (2021) onde tive a oportunidade de partilhar o palco com Matias Damásio, Yola Semedo, Manecas Costa (Guiné), Erika Nelumba, Kyaku Kiadaff, Lura (Cabo verde), Tonecas Prazeres, Stewart Sukuma (Moçambique), Filipe Mukenga, Mário Gomes e outros. Disponibilizei nas plataformas digitais, a minha E.P Promocional intitulada “Unikina”. Procurando patrocínio ou apoio, pretendo dar continuidade na gravação do seu CD que comecei em Moçambique, intitulado Victória que será em homenagem a meus Pais que infelizmente já não fazem parte do mundo dos vivos.

2. De que maneira é que acha que a música e as artes contribuem para a paz e o diálogo entre as pessoas, que papel desempenham os artistas?

Para a paz e o diálogo, a música é parte fundamental porque tem a capacidade de levar a mensagem de reconciliação entre os povos. A música em si transforma mentalidades, educa a sociedade. O artista desempenha o papel de mensageiro, educador.

3. O que é que a incentivou a participar no ResiliArt Angola? Como é que a adesão a este projecto a tem beneficiado como artista?

Entrei para o projecto Resiliart Angola porque empodera os artistas que mais tiveram dificuldade na fase de pandemia, e me tem dado voz, e a oportunidade de mostrar o meu talento.

4. Em 2021, participou nas celebrações do Dia do Jazz em Angola, como foi esta experiência para si?

Para mim foi uma grande honra participar no concerto de Jazz em 2021. Estive no meio de cantores com muitos anos de carreira, pude aprender bastante com eles, e foi prazeroso dar meu contributo a cultura de paz.

5. Qual acha que é o valor acrescentado do intercâmbio cultural com a cidade de Newark? O que espera conseguir durante a sua estadia?

Fazer o intercâmbio com os artistas de Newark vai-me ajudar a ter mais conhecimento artístico, e vai-me ajudar a expandir o meu trabalho. Espero deixar a minha marca, impactar vidas por intermédio da música.

6. O que é que está mais entusiasmada de apresentar sobre a cultura angolana?

Estou ansiosa em mostrar nosso dialeto, as nossas danças. Se desse para mostrar nossa gastronomia seria um prazer (risos).

7. Que conselhos daria a outros jovens que estejam interessados em integrar a indústria artística?

Meu conselho é continuarem com resiliência, trabalhar, criar, e inovar sempre independentemente dos obstáculos, pois a recompensa sempre chega no tempo certo de Deus.