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Entrevista com Fanny Bienga, Jovem participante no intercâmbio cultural do ResiliArt Angola/Dia internacional do Jazz em Newark

Fanny Bienga, também conhecida como Paula, é uma artista-pintora nascida em Kinshasa, na República Democrática do Congo, em 1998, e refugiado do ACNUR em Angola. Tornou-se recentemente mãe de uma menina chamada Andrea, que tem agora 10 meses.
Deux cultures - Fanny Bienga

1. Como aderiu ao projecto ResiliArt Angola? O que é que isso lhe proporcionou como artista?

Graças à UNESCO, sou uma das candidatas deste maravilhoso projecto, ResiliArt Angola. 

Tudo começou com um telefonema que recebi uma noite por volta das 20 horas. Um homem contactou-me e convidou-me para participar no ResiliArt Angola, e informou-me que outros jovens artistas angolanos também iriam participar. Disse-lhe de imediato que estava interessada. O meu bebé tinha apenas dois meses de idade!

Para mim, a visibilidade a nível internacional é uma oportunidade de dar a conhecer a minha arte a todo o mundo.

2. O que é que a arte significa para si? Como é que a arte contribui para a paz e o diálogo, e que papel desempenham os artistas?

A arte ajuda-me a expressar coisas que nunca tive a coragem de dizer a outras pessoas. Isto reflecte-se nas minhas pinturas, por exemplo nos quadros Ma vie privée révélée ; Le Masque ; e Le Volcan Goma 2021…

A arte oferece-me uma plataforma para me expressar, e contribui para a promoção de uma nova cultura de paz para os jovens. A arte encoraja os jovens a participar em diálogos para a resolução de conflitos. O objectivo da iniciativa é que o artista promova a paz, pintando uma mensagem de paz.

3. De onde vem a sua inspiração para as suas pinturas? O que a motiva no dia-a-dia?

Inspiro-me na realidade do mundo que nos rodeia, e especialmente na mulher e nas crianças africanas de todo o mundo. Isto pode ser visto no quadro Rire em éclat, onde não há apenas crianças africanas. O amor que sinto pela minha filha dá-me vontade de contribuir para o bem-estar de todas as crianças. Para mim as crianças são preciosas.

4. Qual é o valor acrescentado do intercâmbio cultural estabelecido pela ResiliArt Angola com a cidade de Newark?

O intercâmbio com a cidade de Newark vai proporcionar-me muito a nível pessoal e artístico. A nível pessoal, ainda preciso de apoio. Mas a um nível artístico, o meu nome está agora entre o de artistas internacionais (risos). Estou muito feliz por ter esta oportunidade, e agradeço à UNESCO e ao projecto ResiliArt Angola.

5. Que conselho gostaria de transmitir a outros jovens que querem entrar na indústria da arte?

Em primeiro lugar, ame o seu trabalho e superará qualquer obstáculo na sua vida artística.  Digo isto frequentemente, mas nós os africanos negros temos pouco interesse na arte e ainda temos muito que fazer a esse respeito. É por isso que apelo à paciência e desejo muito amor aos meus queridos futuros colegas. Teremos êxito juntos. Que Deus vos abençoe.