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Tango Também É Afro

Um estudo publicado pelo Instituto Nacional contra a Discriminação, a Xenofobia e o Racismo (INADI), Argentina destaca as raízes africanas de vários estilos musicais, incluindo o tango.
Close-up of street bandoneon player playing tango

Historicamente, a presença afrodescendente na Argentina tem sido invisibilizada. A população afrodescendente é um grupo que chegou ao nosso país no início da conquista espanhola e que aqui permanece até o hoje. Esta presença contribuiu para a identidade argentina. Na sua publicação “Argentina também é afro”, o INADI realiza um estudo histórico sobre sua influência que, entre outras manifestações, inclui também a música e, em particular, o tango.

De acordo com a referida publicação, os encontros da comunidade “negra” foram conhecidos como “tangos”.  Neste contexto, o Candombe e o Carnaval foram o pano de fundo para a evolução do tango, que por durante quatro décadas se misturou com as mais diversas formas musicais e culturais até assumir uma identidade própria, no final do século XIX.

Como outras expressões musicais nascidas em todo o continente, o reconhecimento da influência africana foi apagado do tango quando este se tornou um símbolo nacional. Entre os grandes compositores e músicos afro-argentinos, podemos destacar o Rosendo Mendizábal (1868-1913), Pianista, Compositor e Autor de “El entrerriano”, considerado o primeiro tango gravado. Enrique Maciel (1897-1962) Guitarrista, Bandoneonista e Compositor, e Leopoldo Thompson, Contrabaixista (1890-1925) também foram influentes.

Para saber mais sobre as raízes africanas do tango e sobre a cultura e sociedade argentina, convidamo-lo a ler o estudo "A Argentina também é afro".