20.02.2017 - UNESCO Office in Brasilia

Fundação Telefônica Vivo e UNESCO no Brasil lançam publicação sobre avaliação do uso de tecnologias na educação

As fronteiras entre educação e tecnologia estão cada vez mais estreitas. A pergunta é: como medir a eficiência do uso das tecnologias digitais na educação? Para iniciar a discussão sobre métodos avaliativos, a Fundação Telefônica Vivo e a UNESCO no Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lançam hoje o livro Experiências Avaliativas de Tecnologias Digitais na Educação.

O objetivo é fomentar o debate sobre a importância da avaliação de projetos educacionais relacionados ao mundo digital, por meio de reflexões sobre formas de avaliação e eficiência da aplicação de tecnologias educacionais, com base nas experiências de especialistas de cinco países: França, Uruguai, Chile, Argentina e Brasil. 

O acesso ao conteúdo é totalmente gratuito e está disponível no site da Fundação Telefônica Vivo e da UNESCO no Brasil, em três idiomas: inglês, português e espanhol. A nova publicação reforça o compromisso da Fundação Telefônica Vivo em estimular a reflexão sobre melhorias possíveis na educação e os desafios para torná-la mais efetiva. “Os novos métodos para avaliar o uso das tecnologias na educação são importantes, mas precisamos configurar ferramentas eficazes de avaliação”, explica Americo Mattar, diretor presidente da Fundação Telefônica Vivo. “Discutir isso com especialistas de diferentes países, com experiências distintas, reforça o compromisso da Fundação Telefônica Vivo em apontar caminhos inovadores no campo educacional”, diz Mattar.

A publicação reúne as vivências de avaliações de projetos de uso de tecnologias em escolas, nos diferentes países, e auxilia na descoberta de qual é o real custo e benefício do uso das tecnologias para melhorar a aprendizagem em sala de aula. 

Experiências internacionais

Francesc Pedró,  diretor da seção de Políticas Educacionais da UNESCO (França), que lidera um trabalho de desenvolvimento de professores e políticas educacionais na divisão de professores e ensino superior, diz, por exemplo, que registrou que os esforços realizados nas últimas décadas para transformar o ensino e a aprendizagem parecem não dar frutos porque continuam tendo uma escola muito parecida com a de 20 anos atrás, quando a internet começou a se tornar popular. 

Já Claudia Peirano, economista da Universidad de Chile e Mestre em economia pela ILAES/Georgetown University, além de sócia fundadora do Grupo Educativo – instituição interdisciplinar orientada para o desenvolvimento de projetos de inovação na formação de pessoas e para a realização de pesquisa aplicada – explica que “o desafio de compreender o impacto da tecnologia não é somente do mundo da educação”. Segundo ela, uma análise na região da América Latina e Caribe, mostrou que foi possível identificar que as políticas nacionais de educação e tecnologia têm sido fracas, e que os dados apontam também que as competências em Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) foram incorporadas nos currículos nacionais, mas na maioria dos países não existem políticas para avaliar seu desenvolvimento. 

Cristóbal Cobo, diretor do Centro de Estudos da Fundación Ceibal, no Uruguai, e pesquisador associado do Instituto de Internet da Universidade de Oxford, conta sobre o Plano Ceibal, um meio para melhorar a qualidade educacional no Uruguai, e suas linhas de pesquisa com usos de redes sociais, cultura digital, recursos e plataformas. Ignacio Jara VaIdivia, gerente, pesquisador e docente do CEPPE, um centro de pesquisa em educação na Universidad Católica de Chile, fala sobre a Red Enlaces do Ministério da Educação do Chile e a política nacional para a incorporação das novas tecnologias no sistema escolar chileno. 

O brasileiro Gustavo Valentim, mestre em Psicologia da Aprendizagem pelo Instituto de Psicologia da USP, traz a experiência dele na Move Estratégia e Avaliação, que desenvolve ações tanto de implementação quanto de avaliação de iniciativas que articulam educação e tecnologias digitais. Na publicação, ele discute que “avaliar significa criar condições para ampliar a apropriação das tecnologias na educação”. Valentim discursa com base em dois projetos desenvolvidos pela Fundação Telefônica Vivo: o Escolas Rurais Conectadas e o Projeto Escolas que Inovam (atualmente chamado de Inova Escola). A Move coordenou um conjunto de oficinas com os profissionais da Fundação Telefônica envolvidos nos projetos, empresas e organizações não governamentais, além das escolas públicas envolvidas, a fim de construir matrizes e planos de avaliação. Valentim conta, ainda, como fez o processo de elaboração da matriz e como dividiu cada tema para abranger todos os métodos utilizados. 

Para concluir a publicação, María Teresa Lugo e Violeta Ruiz, coordenadoras de Projetos em TIC e Educação do Instituto Internacional da UNESCO de Planejamento da Educação (IIPE) em Buenos Aires, Argentina, discursam sobre a integração da educação com as TIC e reforçam a importância da atuação do governo e da gestão educacional para desenvolver políticas efetivas. 

 

Contatos para a imprensa:

  • Fundação Telefônica Vivo

Assessoria de Imprensa, imprensa(at)telefonica.com, (11) 3430-7020

  • UNESCO no Brasil

Ana Lúcia Guimarães, a.guimaraes(at)unesco.org, (61)2106-3536 ou (61)99966-3287

Fabiana Pullen, f.sousa(at)unesco.org, (61)2106-3596




<- Back to: Visão Exclusiva do Conteúdo Dinâmico
Voltar ao topo da página
t3test.com