13.01.2017 - UNESCO Office in Brasilia

Novo Relatório da UNESCO sobre Violência Escolar e Bullying é lançado em Simpósio Internacional sobre questão que afeta milhões em todo o mundo

Milhões de meninas e meninos sofrem violência relacionada ao ambiente escolar todo ano, de acordo com novo relatório da UNESCO e do Instituto de Prevenção à Violência Escolar da Universidade de Mulheres Ewha (em Seul, na República da Coreia). Trinta e quatro por cento dos estudantes entre 11 e 13 anos de idade relataram terem sofrido bullying no mês anterior [1], de acordo com dados de 19 países de baixa e média renda analisados pelo estudo "School Violence and Bullying: Global Status Report" (Violência Escolar e Bullying: Relatório da Situação Global, em tradução livre).

O relatório será apresentado no dia 17/01/2017 em uma reunião internacional em Seul, durante o International Symposium on School Violence and Bullying: From Evidence to Action (Simpósio Internacional sobre Violência Escolar e Bullying: das Evidência à Ação, em tradução livre) com o objetivo de apoiar os esforços globais para garantir que todas as crianças e adolescentes se beneficiem do direito fundamental à educação em um ambiente de aprendizagem seguro. O evento foi co-organizado pela UNESCO e pelo Instituto de Prevenção à Violência Escolar da Universidade de Mulheres Ewha.

“A violência escolar e o bullying são uma grave violação do direito à educação” afirmou a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, e adicionou que “o simpósio e o relatório fazem parte dos esforços da UNESCO para garantir que as escolas e demais ambientes de aprendizagem sejam seguros para todos”.

A violência escolar e o bullying, que incluem assédios físicos, psicológicos e sexuais, possuem um forte impacto negativo na aprendizagem dos estudantes, bem como na sua saúde mental e emocional. Uma série de estudos, citados em uma recente revisão de evidências da UNESCO[2], mostra que crianças e jovens que sofreram intimidações homofóbica possuem maior risco de estresse, ansiedade, depressão, baixa autoestima, isolamento, autoagressão e pensamentos suicidas.

O Relatório da Situação Global destaca que a violência escolar é impulsionada por dinâmicas de poder desiguais, que muitas vezes são reforçadas por normas e estereótipos de gênero, orientação sexual e demais fatores que contribuem para a marginalização – como pobreza, identidade étnica ou idioma. Em uma pesquisa de opinião sobre experiência com bullying [3] - realizada em 2016, respondida por 100 mil jovens de 18 países -  25% relataram que sofreram bullying em decorrência de sua aparência física, 25% em decorrência de seu gênero ou orientação sexual e 25% em decorrência de sua origem étnica ou nacionalidade.

O Relatório recomenda ações prioritárias para combater a violência escolar e o bullying. Dentre estas ações estão principalmente o fortalecimento da liderança, a promoção da conscientização, o estabelecimento de parcerias, a promoção do engajamento de crianças e adolescentes, a capacitação dos funcionários de educação, o estabelecimento de sistemas de relatórios e o fomento da coleta de dados e evidências.

O Simpósio em Seul oferecerá à comunidade internacional uma oportunidade de abordar o Relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas de 2016 sobre proteção de crianças contra o bullying. O evento reunirá mais de 250 participantes de 70 países.

Espera-se que os participantes do Simpósio façam recomendações sobre como combater a violência escolar e o bullying. Espera-se também que eles examinem meios para estabelecer uma nova plataforma que fortaleça o monitoramento do progresso nessa área, alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4) sobre educação e outros ODS.

“O primeiro passo para prevenir a violência escolar e o bullying é compreender a extensão e natureza do problema, em especial as crescentes taxas de bullying cibernético relacionadas ao rápido aumento no acesso à internet e demais tecnologias”, afirmou a professora You Kyung Han, diretora do Instituto de Prevenção à Violência Escolar da Universidade de Mulheres Ewha. “A ameaça generalizada da violência escolar e do bullying é um desafio para todos os países, e são necessários esforços globais para solucionar essa questão”.

Joon Sik Lee, vice primeiro ministro da República da Coreia e Ministro da Educação, afirmou que espera “compartilhar e discutir a fundo as melhores práticas na prevenção e redução da violência escolar, a fim de criar escolas mais seguras para todos os estudantes”.

Pesquisas transnacionais e nacionais selecionadas sobre violência escolar também serão objeto de um novo documento de orientação a ser publicado pela equipe do Relatório de Monitoramento Global da Educação (GEM, na sigla em inglês) da UNESCO no dia 17/01/2017. O documento apresenta propostas sobre como melhorar a nossa compreensão acerca da prevalência global da violência escolar e do bullying.

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O Simpósio Internacional sobre Violência Escolar e Bullying: das Evidências à Ação é organizado com apoio financeiro adicional do Ministério da Educação da República da Coreia por meio da Fundação Nacional de Pesquisa da Coreia.

Baixe (em inglês) o Relatório da Situação Global sobre Violência Escolar e Bullying aqui, embargo até o dia 17/01/2017.

O documento de orientação do GEM pode ser encontrado aqui, sob embargo até o dia 17/01/2017.

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Informações para a imprensa: Roni Amelan, Serviço de Imprensa da UNESCO, r.amelan(at)unesco.org

+33 (0)1 45 68 16 50

Credenciamento de imprensa: Jae Young Chung, Instituto de Prevenção à Violência Escolar da Universidade de Mulheres Ewha, jchungedu@gmail.com +82-10-3260-3196

 Hashtags: #schoolviolence, #bullying

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1. Dados da Pesquisa Global da OMS sobre saúde dos estudantes em ambiente escolares entre 2003 e 2006 em 19 países de baixa e média renda.

2. UNESCO (2016). “Out in the Open: Education sector responses to violence based on sexual orientation or gender identity/ expression

3. Relatório da UNICEF/Representante Especial do Secretário Geral sobre Violência contra Crianças. “Ending the torment: Tackling bullying from the schoolyard to cyberspace




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