16.04.2018 - UNESCO Office in Brasilia

Ler é meu direito! Mensagem da UNESCO para o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais

Mensagem de Audrey Azoulay, diretor-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, 23 de abril de 2018

Em 23 de abril de 1616, morreram dois gigantes da literatura mundial, dois precursores cujo trabalho iria revolucionar a forma como a ficção é concebida e escrita: Miguel de Cervantes e William Shakespeare. Essa coincidência é a razão pela qual o dia 23 de abril foi escolhido como o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais.

Quando nós celebramos os livros, estamos celebrando as atividades – a escrita, a leitura, a tradução, a publicação – que fazem com que o ser humano evolua e prospere; também celebramos, de uma maneira fundamental, as liberdades que as tornam possíveis. Os livros estão na interseção de algumas das liberdades humanas mais essenciais, primeiramente a liberdade de expressão e a liberdade de publicar. Essas liberdades são frágeis. Diante de muitos desafios, do questionamento aos direitos autorais e à diversidade cultural até as ameaças físicas que, em vários países, atingem autores, jornalistas e editores, essas liberdades também são negadas, ainda hoje, quando escolas são atacadas e quando manuscritos e livros são destruídos.

Então, é nosso dever, em todas as partes do mundo, proteger essas liberdades e promover a leitura e a escrita, com o objetivo de combater o analfabetismo e a pobreza, fortalecer os fundamentos da paz e proteger as profissões e os profissionais relacionados à área editorial.

A UNESCO, em parceria com a União Internacional de Editores (UIE) e a Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas (IFLA), apoia, por exemplo, a atividade dos editores, que merece o devido reconhecimento e a devida proteção, uma vez que a circulação de materiais escritos é uma contribuição essencial para a liberdade de expressão, o diálogo e o debate público. Foi com isso em mente que a UIE estabeleceu o Prêmio Voltaire, que todos os anos homenageia a coragem dos editores que se recusam a permanecer em silêncio e que possibilitam aos autores o exercício da própria liberdade de expressão.

A cidade de Atenas foi designada a Capital Mundial do Livro de 2018, como reconhecimento da qualidade de seus programas de apoio ao setor editorial, que têm facilitado o acesso aos livros pela população como um todo e, em especial, a migrantes e refugiados.

Com Atenas e com toda a comunidade internacional, vamos nos unir para celebrar os livros, que incorporam a criatividade, permitem o compartilhamento de ideias e conhecimento através das fronteiras, e fortalecem o entendimento mútuo e o diálogo.




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