17.04.2017 - UNESCO Office in Brasilia

Mensagem da UNESCO para o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais

Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais.

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais é uma oportunidade para destacar o poder dos livros de promover a nossa visão de sociedades do conhecimento que são inclusivas, pluralistas, igualitárias, abertas e participativas para todos os cidadãos. 

Diz-se que a forma como uma sociedade trata seus membros mais vulneráveis é uma medida de sua humanidade. Quando nós aplicamos essa medida à disponibilidade de livros para as pessoas com deficiência visual e para aquelas com deficiências físicas ou de aprendizagem – com diferentes causas –, somos confrontados com o que somente pode ser descrito como uma “fome de livros”. 

Conforme a União Mundial de Cegos, aproximadamente uma em cada 200 pessoas em todo o planeta – 39 milhões de nós – não pode ver. Outros 246 milhões têm uma visão muito reduzida. Essas “pessoas com deficiência visual”, ou “pessoas com deficiência de escrever/digitar”, conseguem acessar por volta de 10% de toda a informação escrita e obras literárias que as pessoas com visão podem ler. 

Livros mal projetados ou inacessíveis também limitam a leitura e a compreensão das pessoas com deficiência de aprendizagem. De acordo com a Associação Internacional de Dislexia, de 3% a 5% da população escolar necessita de instalações especiais e apoio. 

A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável marcam uma mudança de paradigma quanto ao reconhecimento do direito que os deficientes têm de acessar livros, o conhecimento e a vida cultural em igualdade de condições com os outros. 

Com o marco de ação da Convenção, a UNESCO está trabalhando para promover uma melhor compreensão sobre as questões relacionadas à deficiência e para mobilizar apoio para o reconhecimento da dignidade, dos direitos e do bem-estar das pessoas com deficiência, assim como dos benefícios de sua integração na sociedade. 

Este é o espírito que orienta Conacri, capital da Guiné, que foi nomeada a Capital Mundial do Livro de 2017, em reconhecimento ao seu programa para promover a leitura entre os jovens e as camadas desfavorecidas da população. 

Com Conacri e os nossos parceiros internacionais, a União Internacional de Editores e a Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas, vamos nos unir para celebrar os livros como o desejo de compartilhar ideias e conhecimento, para inspirar a compreensão, a tolerância e as sociedades inclusivas.   




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