Políticas em ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Museu da Vida da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) - Rio de Janeiro, Brasil

Na área de ciência, tecnologia e inovação, o maior desafio no Brasil é a elaboração e a implementação de uma política de longo prazo que permita ao desenvolvimento científico e tecnológico alcançar a população e que efetivamente tenha um impacto determinante na melhoria das condições de vida da sociedade.

Esse é um processo que vem se aperfeiçoando com o tempo e que, cada vez mais, evidencia o grande potencial de geração de desenvolvimento e inclusão social do investimento público e privado em ciência e tecnologia.

Eleger ciência, tecnologia e inovação como uma escolha estratégica para o desenvolvimento do país implica priorizar investimentos nesse setor, para recuperar o tempo perdido e avançar aceleradamente na geração e na difusão de conhecimentos e inovações, em especial quanto à sua incorporação na produção. Significa também advogar em prol da importância da ciência, da tecnologia e da inovação como fator de integração das demais políticas de desenvolvimento do Estado.

No setor de Gestão em Ciência, Tecnologia & Inovação, o Brasil possui um sistema estruturado, composto de um órgão central coordenador e de agências de fomento responsáveis pelas definições e implantação de políticas de desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação. O mesmo modelo é observado nos sistemas estaduais para gestão de políticas  de desenvolvimento locais em ciência, tecnologia e inovação, respeitando-se as vocações regionais.

O país tem capacidade material e intelectual instalada, capaz de promover avanços significativos nas políticas nacionais nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, bem como de meio ambiente, além de promover uma sociedade civil mobilizada e um potente setor empresarial.

Nesse sentido, a UNESCO procura sensibilizar a sociedade brasileira sobre o papel da ciência como promotora da paz e do desenvolvimento, incluindo tomadores de decisão, gestores públicos e formadores de opinião da iniciativa privada.

Centro Latino-Americano de Física (CLAF)

O Centro Latino-Americano de Física (CLAF) foi criado em 1962, durante reunião promovida pela UNESCO e pelo governo brasileiro, no Rio de Janeiro, com a participação de vinte países latino-americanos.

O CLAF mantém relações com vários organismos internacionais, especificamente com a UNESCO, o CLAF possui status de Centro de Categoria 2 da Organização, além de possuir acordo de cooperação com países de menor desenvolvimento relativo e bolsas de doutorado cooperativo com o International Centre for Theoretical Physics da UNESCO (UNESCO-ICTP), em Trieste. Com a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, conhecida como CERN, em Genebra, firmou um memorando de colaboração para o Deployment and Explotaitation of the Worldwide LHC Computing Grid, que permitiu, em cooperação com o CBPF, a incorporação de vários países da América Latina como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México na rede mundial do CERN.

Nessa mesma linha o CLAF firmou convênio similar com a European Grid Initiative Foundation (GRID-EGI) para a coordenação de atividades e funcionamento entre o GRID-EGI e a América Latina. Atualmente participam países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Venezuela.

A sede central do CLAF está localizada no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro. Atualmente, o organismo possui 14 Estados-membros (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Nicarágua, Peru, Paraguai, Uruguai e Venezuela).

O CLAF já formou quase trezentos cientistas por meio das bolsas oferecidas em diversos convênios. Desses, 158 foram formados pelo programa de cooperação entre o CNPq e o CLAF, com 110 pós-doutorados e 48 doutorados.

Adesão do Brasil: O Brasil firmou o Acordo de criação do CLAF em 1962 que foi promulgado pelo Decreto 2.929, de 1999.

Interesses do Brasil:

  • Sediar uma instituição que se converteu ao longo de seus 50 anos em um núcleo regional de cooperação científica, tecnológica e de inovação que tem dado relevantes contribuições para o desenvolvimento da Física no continente latino-americano.
  • Mediante uma forte colaboração científico-técnica internacional, aumentar a eficiência e qualidade das pesquisas em Física e áreas afins no Brasil, promover o desenvolvimento da Física na América Latina utilizando para tanto os centros de pesquisa mais desenvolvidos do país.
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